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Temporais deixam 49 municípios afetados e colocam Rio Grande do Sul em alerta para novas chuvas

Defesa Civil prevê novas tempestades no Estado, com possibilidade de granizo, ventos acima de 90 km/h e acumulados de chuva que podem superar 120 milímetros em algumas regiões

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Ventania arranca telhado de casa no RS • CNN Brasil

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (17) já afetaram ao menos 49 municípios e deixaram 19 pessoas desalojadas, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil estadual nesta segunda-feira (20).

O Estado permanece em alerta para a ocorrência de novas tempestades, com previsão de chuva intensa, queda de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 90 km/h. Os volumes previstos variam entre 40 e 100 milímetros por dia, podendo superar 120 milímetros em pontos isolados das regiões Noroeste, Centro e dos Vales.

Os desalojados estão distribuídos em seis cidades: Alegrete, com cinco pessoas; Santa Maria, com quatro; Dona Francisca e São Borja, com três cada; e Cerro Branco e Vale do Sol, com dois moradores cada.

Desde o início da sequência de temporais, municípios gaúchos registraram diversos prejuízos, como destelhamentos de casas, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e água, além de bloqueios em rodovias.

Entre as cidades atingidas estão Aceguá, Agudo, Alegrete, Arroio Grande, Bagé, Cerro Branco, Gramado, Jaguari, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Pinheiro Machado, Quaraí, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Santiago, Santo Ângelo, São Borja, São Francisco de Assis, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e Uruguaiana.

As rajadas de vento mais fortes foram registradas no sábado (18). Em Santa Vitória do Palmar, os ventos chegaram a 97,9 km/h. Santa Maria e São José dos Ausentes registraram rajadas de 90 km/h. Também houve ventos de 82,1 km/h em Aceguá e de 78,8 km/h em Herval. No domingo (19), a intensidade dos ventos diminuiu em todas as regiões.

Em relação ao volume de chuva, os maiores acumulados nas últimas 12 horas foram registrados em Formigueiro (53,4 milímetros), Jóia (51,4 mm), Bossoroca (46,6 mm), Ivoti (46,6 mm) e Entre-Ijuís (45,2 mm). No acumulado de dois dias, Quaraí lidera, com 159,8 mm, seguido por Santa Vitória do Palmar (133,5 mm), Rosário do Sul (125,8 mm) e São Sepé (124,2 mm).

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), as chuvas são provocadas pela atuação de um cavado e de uma frente estacionária sobre o Rio Grande do Sul. O órgão alerta para risco de enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. O Cemaden informou que monitora 1.295 municípios brasileiros com risco de desastres geo-hidrológicos, sendo 56 deles no Rio Grande do Sul.

Entre domingo (19) e segunda-feira (20), permaneceu ativo o aviso laranja de perigo para tempestades no oeste, centro e sul do Estado, incluindo municípios como São Borja, Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Santa Vitória do Palmar, além das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas do Estado e no litoral sul de Santa Catarina, segue o alerta amarelo de perigo potencial.

Por que está chovendo tanto no Rio Grande do Sul?

Segundo a plataforma Climatempo, a sequência de chuvas é resultado de uma combinação de fatores meteorológicos, como:

  • atuação de uma frente semi-estacionária no Sul do Brasil;
  • formação de uma área de baixa pressão atmosférica;
  • transporte intenso de umidade vindo da Região Norte;
  • atmosfera aquecida antes da chegada do sistema frontal;
  • bloqueio atmosférico no Brasil Central;
  • influência inicial do El Niño, que favorece períodos de chuva mais frequentes e persistentes na região.
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