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Risco de rompimento de barragem suspende aulas e tira 170 moradores de casa no RS

Estrutura apresentou fissuras e vazamentos após fortes chuvas; equipes trabalham para reduzir o nível do reservatório e avaliar as condições da barragem

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Barragem Arroio São Luiz na Serra Gaúcha • Corsan

Moradores de São Marcos, na Serra Gaúcha, estão em alerta devido ao risco de rompimento da Barragem Arroio São Luiz. Cerca de 170 pessoas foram retiradas de casa e estão hospedadas com familiares ou em hotéis. As aulas de uma escola localizada na área de risco foram suspensas e uma estrada também precisou ser interditada.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, na tarde de quarta-feira (23), um alerta severo para risco muito alto de colapso da estrutura. O aviso é direcionado principalmente aos imóveis próximos à barragem e às margens do Rio Jaguari.

Um alerta da Defesa Civil por meio do sistema Cell Broadcast foi enviado à região às 15h53, orientando os moradores a se prepararem para uma possível evacuação.

Chuva acima da média

A situação foi agravada pelo alto volume de chuva registrado no município. Em apenas 24 horas, foram registrados 174 milímetros de chuva, enquanto a média histórica para todo o mês de setembro é de 163 milímetros, segundo dados da Climatempo Meteorologia.

Após as chuvas, equipes técnicas iniciaram vistorias na estrutura e identificaram fissuras com vazamentos na região do vertedouro e em partes do contraforte da barragem.

Segundo a Defesa Civil, a legislação prevê a elaboração de um plano de ação para áreas localizadas em um raio de até 10 quilômetros a partir da saída da barragem.

A Defesa Civil afirma que há risco para as pessoas que vivem nas áreas abaixo da estrutura.

Aulas são suspensas e estrada é interditada

O risco de rompimento provocou mudanças na rotina de São Marcos. Além da retirada dos moradores, as aulas de uma escola localizada na área de risco foram suspensas.

Uma estrada também foi interditada como medida preventiva.

A barragem é responsável pelo abastecimento de água do município. Diante da situação, a companhia responsável pelo serviço acionou o Plano de Ação de Emergência (PAE) e enviou especialistas em segurança de barragens para avaliar a estrutura.

A previsão é que o diagnóstico técnico seja concluído até sexta-feira (25). A análise deverá indicar quais medidas de manutenção e contingenciamento serão necessárias.

Bombas são instaladas para reduzir nível da água

Para diminuir a pressão sobre a estrutura, equipes instalaram bombas para aumentar a vazão e acelerar a retirada da água do reservatório.

No início da tarde de quarta-feira, o volume estimado de água era de aproximadamente 138 mil metros cúbicos. Às 22h17, o nível havia sido reduzido para cerca de 135 mil metros cúbicos.

Com as bombas em funcionamento, a expectativa é aumentar a velocidade de redução do reservatório.

Segundo a Corsan Aegea, a medida tem como objetivo diminuir a pressão exercida pela água sobre a barragem enquanto as equipes avaliam as condições da estrutura.

Gabinete de crise acompanha situação

Um gabinete de crise foi montado na prefeitura de São Marcos para coordenar as ações de segurança e acompanhar a situação da barragem.

Uma reunião realizada na manhã desta quinta-feira (24) deve avaliar os resultados das medidas adotadas e verificar se será possível reduzir o nível de alerta na região.

A Corsan informou que as equipes seguem realizando vistorias e monitorando a estrutura. A companhia afirma que a prioridade é garantir a segurança das pessoas que vivem nas áreas localizadas abaixo da barragem.

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