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Alunos são suspensos após criarem 'ranking sexual' com 30 estudantes no RS

Caso no Sul do país é investigado pela polícia e pelo Ministério Público; lista com cerca de 30 estudantes circulou em aplicativos e gerou protesto no campus

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Alunos são suspensos após criarem 'ranking sexual' com 30 estudantes no RS
Alunos são suspensos após criarem 'ranking sexual' com 30 estudantes no RS • Foto: Instituto Federal Sul-rio-grandense

Oito alunos foram afastados do Instituto Federal Sul-rio-grandense, no Sul do Rio Grande do Sul, após criarem e compartilharem um 'ranking sexual' sobre alunas da instituição. O caso repercutiu no último sábado (21), mas de acordo com a delegada do caso, as vítimas e os autores da lista sexual estão sendo ouvidos nesta quinta-feira (26).

Ainda na terça-feira (24), o Ministério Público abriu expediente para investigar o caso.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Lisiane Mattarredona, a situação veio a tona após uma das vítimas procurar a polícia, junto a escola, e registrarem um Boletim de Ocorência (BO). O 'rankig sexual' tinha 30 alunas e circulou entre os estudantes desde o final de semana, além de ser compartilhado em aplicativos de conversa.

Nessa quarta-feira (25), um ato foi feito em frente ao campus, onde o jovens usaram cartazes e faixas que pediam medidas mais firmes em relação a investigação.

Conforme a delegada, o caso é tratado como ato infracional análogo aos crimes de cyberlulling, uso indevido de imagem e crimes contra honra.

O Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) informou que abriu uma série de medidas administrativas após a circulação da lista envolvendo imagens de estudantes do Câmpus Pelotas. Segundo a instituição, os autores do material foram identificados, após se apresentarem voluntariamente, e afastados por tempo indeterminado enquanto os procedimentos internos seguem em andamento.

De acordo com o IFSul, foi criada uma comissão extraordinária para apurar o caso e propor ações de proteção às mulheres no ambiente institucional. A instituição também publicou uma nota de repúdio e afirmou que não tolera qualquer forma de violência ou assédio.

As estudantes vítimas estão sendo acompanhadas por equipes de psicologia e serviço social, com atendimento individual e coletivo, além de reuniões de acolhimento com responsáveis legais.

O caso foi comunicado a órgãos externos, como Polícia Federal, Ministério Público, Conselho Tutelar, Vara da Infância e da Juventude e Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

O instituto destacou que a apuração será conduzida com responsabilidade, garantindo o direito à ampla defesa, e reforçou o compromisso com ações educativas e preventivas para combater casos de assédio e violência.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.