Homem é condenado a mais de 22 anos por exploração sexual de adolescentes e extorsão no Paraná
Réu ofereceu dinheiro a duas adolescentes em troca de relações sexuais, ameaçou as jovens após a recusa e exigiu pagamentos indevidos

Um homem foi condenado a 22 anos, quatro meses e um dia de prisão por exploração sexual de adolescentes e extorsão em Reserva, no Paraná. A sentença foi proferida na quinta-feira (15), após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
A pena pelo crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de adolescentes foi fixada em 15 anos, sete meses e 25 dias de reclusão. Já pela extorsão, o homem recebeu condenação de seis anos, oito meses e seis dias de prisão.
Segundo a denúncia da Promotoria de Justiça de Reserva, em março deste ano, o homem convidou duas adolescentes para irem à casa dele e ofereceu dinheiro para que elas “ficassem ou dormissem com ele”. As jovens recusaram a proposta e deixaram o local a pé.
Na sequência, conforme o Ministério Público, o homem passou a segui-las de carro e fez ameaças. Depois, foi até a residência das adolescentes e exigiu o pagamento de valores indevidos. A conduta fundamentou a condenação por extorsão.
Crime não exige repetição da conduta
A condenação por exploração sexual teve como base o artigo 218-B do Código Penal, que trata do favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de crianças, adolescentes ou pessoas vulneráveis. O enquadramento considerou duas ocorrências em continuidade delitiva.
Já a condenação por extorsão foi fundamentada no artigo 158 do Código Penal.
De acordo com o Ministério Público, a responsabilização criminal por exploração sexual não depende necessariamente da repetição da conduta. A oferta de dinheiro a adolescentes em troca de atos sexuais pode configurar o crime, conforme as circunstâncias do caso.
A legislação busca proteger crianças e adolescentes contra a exploração sexual, inclusive em situações que envolvam propostas de vantagens financeiras.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



