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Cataratas do Iguaçu têm vazão 10 vezes maior que a média histórica

As Cataratas do Iguaçu, no Paraná, registraram vazão de 16 milhões de litros por segundo nesta quarta-feira (14), dez vezes a média. A passarela foi interditada e trilhas fechadas preventivamente devido ao volume de água. A visitação segue em áreas abertas.

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Vista geral das Cataratas do Iguaçu, com um forte fluxo de água barrenta, observadas a partir do lado brasileiro da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu, estado do Paraná, Brasil, em 13 de outubro de 2026
Vista geral das Cataratas do Iguaçu, com um forte fluxo de água barrenta, observadas a partir do lado brasileiro da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu, estado do Paraná, Brasil, em 13 de outubro de 2026 • CHRISTIAN RIZZI / AFP

As Cataratas do Iguaçu, no Paraná, registraram uma vazão de aproximadamente 16 milhões de litros de água por segundo nesta quarta-feira (14), em meio às fortes chuvas na região. O volume é mais de dez vezes superior à média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo e levou à adoção de medidas preventivas de segurança no Parque Nacional do Iguaçu.

Com a força da correnteza, a passarela próxima às quedas foi temporariamente interditada, e as grades da estrutura foram retiradas para permitir a passagem da água. Trilhas e caminhos sujeitos a alagamentos nas proximidades dos rios Iguaçu e São João também foram fechados.

Apesar das restrições, a visitação ao parque continua em outras áreas. A Trilha das Cataratas, principal percurso turístico da unidade, e os mirantes panorâmicos permanecem abertos, permitindo observar as quedas d'água. Os serviços de recepção e alimentação também funcionam normalmente.

A vazão do Rio Iguaçu é monitorada a cada hora pelas equipes responsáveis pela operação e segurança do parque. Conforme o protocolo adotado em períodos de cheia, a passarela é interditada preventivamente quando o volume supera 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de alta.

A retirada das grades está prevista no procedimento de segurança para situações de vazão entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, também com tendência de elevação. A medida busca evitar que a estrutura impeça o escoamento da água.

De acordo com a concessionária que gerencia a gestão de visitação turística do Parque Nacional do Iguaçu, a reabertura da passarela e demais áreas interditadas depende da redução do volume de água, de uma avaliação técnica e da autorização de um engenheiro especializado.

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