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Caso das primas desaparecidas no Paraná completa um mês; suspeito segue foragido

Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, é o principal suspeito

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As jovens Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes. Clayton Antônio da Silva Cruz é principal suspeito • Reprodução / PC

As primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, estão desaparecidas há mais de um mês na região de Maringá, no norte do Paraná. As duas foram vistas pela última vez na noite de 20 de abril, após saírem para uma festa. 

A Polícia Civil do Paraná trata o caso como um duplo homicídio e aponta Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, como principal suspeito. Ele segue foragido.

Atualmente, a investigação é conduzida pelo delegado Luiz Fernando Alves Silva, que afirmou que a principal linha investigativa considera a morte das jovens.

“Pelo tempo de desaparecimento, e também pela dinâmica dos fatos, análise e cruzamento de informações, a principal linha de investigação seria um duplo homicídio — futuramente, se elucidado, com a possibilidade do reconhecimento da qualificadora do feminicídio de acordo com a motivação do crime”, declarou o delegado.

Na sexta-feira (15), a ex-companheira de Clayton foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista. O nome da mulher, de 23 anos, não foi divulgado. Segundo a polícia, ela é suspeita de oferecer apoio financeiro e logístico ao foragido.

Entenda o caso

As investigações apontam que Sttela e Letycia foram filmadas saindo de Cianorte, a cerca de 92 quilômetros de Paranavaí, na noite do desaparecimento. Antes de interromperem as postagens nas redes sociais e deixarem de responder mensagens, uma das primas publicou uma foto em que Clayton aparece.

Conhecido pelos apelidos de “Sagaz”, “Dog Dog” e “Cleitinho”, Clayton possui extensa ficha criminal, com antecedentes por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, roubo e desobediência.

Segundo a polícia, ele utilizava o nome falso “Davi” em Cianorte para dificultar a identificação. Recentemente, o suspeito estava em regime aberto, mas passou a ser considerado foragido após pedir mudança de endereço, faltar a uma audiência judicial e desaparecer.

A polícia também investiga outras hipóteses, como sequestro e cárcere privado, mas considera o duplo homicídio a principal linha do caso.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.