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Engenheiro morre após passar por ritual de 'banho de óleo' em escola de aviação no PR

Engenheiro foi socorrido ainda no centro de aviação e encaminhado ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu

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Um engenheiro morreu após ter uma reação alérgia durante um ritual conhecido como "banho de óleo" em uma escola de aviação em Ponta Grossa, no Paraná. O caso aconteceu nessa quinta-feira (16).

Esse ritual é feito quando o piloto é graduado ou completa o primeiro voo sozinho. Segundo o delegado Lucas Petry, foi despejada na vítima o óleo por fazer parte dos motores das aeronaves. A vítima teria tido uma reação alérgica.

O engenheiro foi socorrido ainda no centro de aviação e encaminhado ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu e morreu.

O rapaz foi identificado como Gustavo Henrique de Lara.

O instrutor que despejou o óleo no rapaz prestou depoimento e foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança de R$ 3 mil e foi iberado.

A Polícia Civil solicitou exames necroscópicos, periciais e toxicológicos, além de imagens do local, para elucidar os fatos e esclarecer se o homem teve ou não a intenção de matar.

A investigação segue em andamento.

Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifestou pesar pela morte do aluno e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com todos que conviviam com a vítima. Leia na íntegra:

"O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo.

Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo da data de ontem (16).

Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda.

O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades.

Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas."

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.