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Laudo descarta estupro de bebê de 10 meses encontrada morta no Ceará; confira causa do óbito

Segundo a polícia, as prisões em flagrante dos suspeitos, de 22 e 26 anos, ocorreram com base no protocolo de encaminhamento emitido pelo hospital particular onde a criança foi atendida

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Imagem ilustrativa. • Reprodução | Governo do Ceará

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza, capital do estado, não foi vítima de violência sexual. O laudo pericial apontou que a verdadeira causa da morte da vítima foi asfixia mecânica indireta, o que descartou a hipótese de estupro, que havia motivado a prisão em flagrante de dois homens e o início das investigações. Com o resultado dos exames, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser tratado agora como homicídio culposo.

De acordo com a Pefoce, os exames sexológicos não identificaram sinais de violência sexual. As análises laboratoriais também não encontraram presença de sêmen nem material genético dos dois homens presos no corpo da criança. Além disso, exames toxicológicos descartaram a presença de álcool ou drogas nas amostras de sangue coletadas da bebê.

Segundo a Polícia Civil, as prisões em flagrante dos suspeitos, de 22 e 26 anos, ocorreram com base no protocolo de encaminhamento emitido pelo hospital particular onde a criança foi atendida. O documento emitido pela unidade de saúde informava que, após o óbito, havia sido observada uma laceração anal e registrava suspeita de morte por asfixia associada a abuso sexual.

No entanto, após a conclusão dos laudos periciais e o avanço das diligências conduzidas pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), a investigação descartou a ocorrência de violência sexual. Conforme a polícia, os elementos técnicos produzidos pela perícia não confirmaram a suspeita inicial levantada pela equipe médica.

Relembre o caso

A bebê morreu na última segunda-feira (13), em Fortaleza, no bairro Dionísio Torres. Na ocasião, a mãe relatou que acreditava que a filha havia se engasgado e decidiu levá-la por conta própria a uma unidade de saúde. Inicialmente, profissionais do hospital levantaram a suspeita de que a criança poderia ter sido vítima de abuso sexual, informação que foi registrada no protocolo encaminhado à Perícia Forense. Com base nesse documento, a Polícia Civil prendeu em flagrante dois homens: um deles era o ficante da mãe da bebê e o outro, primo dele.

Agora, com a conclusão dos exames da Pefoce, a principal linha investigativa foi alterada. A polícia afirma que a morte ocorreu por asfixia mecânica indireta e que os laudos descartam a prática de violência sexual contra a criança. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias que levaram ao óbito.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.