STJ nega novo habeas corpus e mantém prisão preventiva do influenciador Buzeira
Quinta Turma da Corte rejeitou o recurso por unanimidade; investigado também foi alvo de nova denúncia do Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, nesta terça-feira (16), um novo pedido de habeas corpus feito pela defesa do influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. Com a decisão da Quinta Turma da Corte, a prisão preventiva do investigado foi mantida.
A defesa do influenciador tentava reverter uma decisão que já havia rejeitado o pedido de liberdade. Buzeira é investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de ser apontado por suspeitas de ligação com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Todos os ministros da turma, Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik, acompanharam o voto do relator contra o recurso.
Histórico e 'Operação Narco Bet'
O influenciador está detido preventivamente desde outubro de 2025. Ele foi preso durante a "Operação Narco Bet", uma ação da Polícia Federal que nasceu como desdobramento da "Operação Narco Vela", focada em desarticular esquemas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. No resumo do processo, também constam outras ações penais contra ele envolvendo associação criminosa e exploração de jogos de azar.
Leia mais:
Nova denúncia do MPF
O julgamento no STJ aconteceu poucos dias após o Ministério Público Federal (MPF) apresentar uma segunda denúncia contra Buzeira e mais quatro pessoas.
Nesta nova acusação, encaminhada à Justiça Federal de Santos, o grupo é apontado por movimentar um esquema de lavagem de dinheiro, ocultação de recursos e evasão de divisas (envio ilegal de dinheiro para o exterior). O mecanismo utilizava:
-
Empresas de apostas esportivas;
-
Transações internacionais;
-
Contas offshore (contas abertas em países com vantagens fiscais);
-
Movimentações com criptomoedas.
De acordo com o MPF, o influenciador atuava como o financiador, controlador oculto e o principal beneficiário financeiro das marcas de apostas BRXBet e Ricobet. Embora o nome dele não conste formalmente nos contratos sociais das empresas, a Procuradoria afirma que ele participava diretamente das decisões estratégicas dos negócios.
A denúncia aguarda análise da Justiça Federal. Se for aceita, Buzeira e os demais investigados passarão a responder como réus no processo.
Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela Universidade Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Já trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.
