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São Paulo registra alta de estupros pelo segundo ano consecutivo, aponta levantamento

Capital paulista registrou 268 ocorrências em setembro; no acumulado do ano, alta chega a 11,5%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública

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Viatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo • Reprodução/PM

O número de estupros registrados na cidade de São Paulo aumentou 4,7% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025. Foram 268 ocorrências no período, contra 256 no ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A alta acompanha uma tendência observada ao longo de 2026. Entre janeiro e setembro, a capital paulista contabilizou 2.458 registros de estupro, crescimento de 11,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

No Estado de São Paulo, o avanço foi de 5% no acumulado do ano. As ocorrências passaram de 10.950, entre janeiro e setembro de 2025, para 11.498 no mesmo período de 2026. Em setembro, porém, o cenário estadual foi diferente do registrado na capital. Foram 1.281 estupros no Estado, redução de 2,29% na comparação anual.

Outros crimes apresentam queda na capital

Além dos estupros, os registros de latrocínio — roubo seguido de morte — também aumentaram na cidade de São Paulo. Foram três ocorrências em setembro, contra duas no mesmo mês de 2025. Por outro lado, outros indicadores de criminalidade apresentaram redução na capital paulista. Os roubos caíram 22,01%, com 6,2 mil registros, enquanto os furtos tiveram queda de 16,7%, totalizando aproximadamente 18,5 mil ocorrências.

Os homicídios também diminuíram 3,85%, passando a 50 vítimas em setembro. Já os feminicídios recuaram de sete para quatro casos, uma redução de 42,8%.

No Estado, os dados mostram queda nos registros de roubos e furtos, mas aumento de homicídios e feminicídios. Em setembro, foram contabilizados 199 homicídios, alta de 1,53%, e 18 feminicídios, ante 15 no mesmo período do ano passado.

SSP destaca ampliação de atendimento às mulheres

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo os casos de estupro, é uma das prioridades da gestão. Segundo a pasta, as ações envolvem prevenção, atendimento especializado, acolhimento e proteção às vítimas, além da responsabilização dos agressores.

A secretaria informou que a rede de atendimento policial especializado aumentou 87% na atual gestão, passando de 202 para 379 unidades, entre Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e Salas DDM. As unidades com funcionamento 24 horas também cresceram, de 11 para 39. A previsão do governo estadual é alcançar 58 unidades com atendimento ininterrupto até o fim de 2026.

Na capital paulista, existem nove Delegacias de Defesa da Mulher, das quais sete funcionam 24 horas por dia. O atendimento especializado também é oferecido em salas instaladas em delegacias comuns. A SSP acrescentou que, nos municípios sem unidades especializadas, qualquer delegacia da Polícia Civil pode registrar ocorrências e atender mulheres vítimas de violência.

Roubos atingem menor patamar para setembro desde 2001

Apesar do aumento dos estupros na capital, a Secretaria da Segurança Pública destacou a redução dos roubos em todo o Estado. Segundo a pasta, setembro registrou o menor número de ocorrências desse tipo para o mês desde 2001. Foram 9.942 registros em setembro de 2026, contra 12.766 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 22,1%, o equivalente a 2.824 ocorrências a menos em um ano.

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