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Mulher condenada por homofobia é presa em aeroporto ao chegar ao Brasil

Prisão ocorreu no aeroporto de Viracopos; crime aconteceu em fevereiro de 2024

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Ela era procurada pelas autoridades brasileiras após condenação por homofobia contra um casal em uma padaria no centro de São Paulo
Ela era procurada pelas autoridades brasileiras após condenação por homofobia contra um casal em uma padaria no centro de São Paulo • Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil de São Paulo confirmou, nesta sexta-feira (6), que a mulher presa no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, é Jaqueline Santos Ludovico. Ela era procurada pelas autoridades brasileiras após ter sido condenada pelo crime de homofobia contra um casal em uma padaria, no centro de São Paulo.

O crime aconteceu em fevereiro de 2024. Jaqueline estava na Espanha quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo em janeiro deste ano.

Em nota, a polícia informou que a prisão foi realizada sem resistência, com a presença do advogado. Os agentes disseram ainda que não foi encontrado nada de ilícito com Jaqueline. O caso foi registrado como captura de procurada no Plantão do 2º Distrito Policial de Campinas.

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Entenda o caso

No dia 3 de fevereiro de 2024, o casal Adrian e Rafael se aproximava de uma vaga de estacionamento em uma padaria, no bairro Santa Cecília, na região central da capital paulista. Eles disseram que tinham a intenção de estacionar no local, mas três pessoas conversavam em pé na área da vaga.

Em entrevista à CNN Brasil, Rafael contou que Jaqueline teria cruzado os braços à frente do veículo e, neste momento, foi retirada pelo homem que a acompanhava para o lado. A mulher novamente voltou para frente do carro, empurrou o retrovisor do veículo da vítima e disse: “É só você fechar essa me*** que consegue estacionar”. Após ser contida pelo homem que a acompanhava, ela passou a gritar frases homofóbicas.

Segundo o casal, Jaqueline ainda teria jogado um cone de trânsito na direção deles. O comportamento violento teria continuado dentro da padaria. “Ela veio para cima da gente com uma série de ofensas de baixo calão e de cunho homofóbico”, afirmou Rafael.

As vítimas também relataram chutes e tapas por parte da agressora. Dentre as frases proferidas contra o casal por Jaqueline, destacam-se: “Esses viad** do cara*”, “Só porque dá o c*”, “Quer estar onde a gente está”.

O casal diz que entrou na padaria na tentativa de se defender, mas foi seguido por Jaqueline. Testemunhas tentaram acalmar a situação, mas sem sucesso.

Com toda a confusão, Adrian começou a filmar a situação, o que teria irritado Jaqueline. Em seguida, ela passou a agredir o homem com golpes na região do rosto, causando sangramento leve. A agressora ainda teria dito: “tirei sangue seu, foi pouco”. O amigo da mulher e funcionários do local tentaram contê-la, mas ela teria se recusado a parar e chegou a empurrar o gerente do estabelecimento.

Segundo o Ministério Público, as condutas das agressoras causaram revolta entre os clientes do local, que acionaram a Polícia Militar. A PM compareceu ao local para atender a ocorrência.

À época em que o vídeo ganhou repercussão nas redes sociais, a CNN procurou a defesa das agressoras, que afirmou existirem duas versões dos fatos.

A defesa declarou que a complexidade dos eventos exigia uma abordagem mais sensível e equilibrada, que reconhecesse a situação de vulnerabilidade de Jaqueline e a injustiça de julgá-la apenas com base em fragmentos de informações.

“Neste momento delicado, é imprescindível que se resguarde a privacidade e a dignidade da família da Sra. Jaqueline, especialmente de seus filhos menores, garantindo-lhes o direito a um julgamento justo e imparcial, sem o peso indevido da pressão pública e do linchamento virtual”, completou a nota.

* Com informações de CNN Brasil

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.