MP mira grupo suspeito de tentar desviar R$ 845 mi de fundador da Unip
São cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão; investigados teriam tentado obter dinheiro de espólio de João Carlos Di Genio por meio da criação de contratos falsos

Um grupo suspeito de tentar desviar quase R$ 900 milhões da herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo, é alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo, na manhã desta terça-feira (31).
A ação, em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo, cumpre nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. De acordo com o MP, o esquema criminoso era voltado à prática de crimes de estelionato, corrupção e fraude processual.
O órgão aponta que os investigados possuem longo histórico criminal e que usaram de documentos falsos e simulação de processos arbitrais, com o objetivo de dar aparência legal para cobranças milionárias indevidas.
Ainda de acordo com o Ministério Público, três meses antes da morte de Di Genio, em fevereiro de 2022, os criminosos teriam forjado documentos, com assinaturas falsas, alegando que o empresário teria celebrado um contrato de compra e venda de imóveis em valores milionários.
Como forma de tentar validar a cobrança, os suspeitos teriam usado uma chamada câmara arbitral fictícia, a Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda (Fonamsp).
As investigações apontaram que o esquema foi montado com depoimentos de testemuhas inexistentes e assinaturas falsas, que criaram uma dívida falsa sem o conhecimento da família de Di Genio. Entre os principais alvos da operação desta terça-feira estão Anani Candido de Lara e Luiz Teixeira da Silva Junior, ambos ligados à Colonizadora Planalto Paulista e à câmara arbitral.
O MP aponta que o grupo tentou cobrar a dívida diretamente no processo de inventário, a partir da apresentação de documentos falsos à Justiça. Os valores, que inicialmente giravam em torno de R$ 600 milhões, foram atualizados pelos próprios investigados para um montante quase bilionário, girando na casa dos R$ 845 milhões.
Além dos mandados, foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens e ativos financeiros, que visam a interrupção das atividades ilícitas, a preservação de provas e a reparação dos danos causados.
*Com informações de Vitor Bonets, Rafael Saldanha e Carolina Figueiredo, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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