Guarda municipal que matou entregador em SP é investigado
Vítima voltava do trabalho quando foi baleada; agente alega disparo acidental e tem histórico de violência

A Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana abriu uma investigação para apurar a conduta do subinspetor Reginaldo Alves Feitosa, de 54 anos, que atirou e matou o entregador de aplicativo Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos. Paralelamente à investigação administrativa da Corregedoria da GCM, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso.
Inicialmente, a Secretaria de Segurança Pública informou que o GCM havia baleado um ciclista. Posteriormente, as apurações apontaram que Douglas utilizava a bicicleta para trabalhar como entregador de mercadorias via aplicativo. Ele estava no fim da jornada de trabalho e havia prometido à esposa que voltaria para casa com uma pizza, quando foi abordado e baleado pelo GCM Reginaldo Alves na última sexta-feira, na região do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
A Guarda Civil Metropolitana disse que estava em busca de supostos assaltantes de celulares que estariam circulando de bicicleta pela região do Ibirapuera. Nessa busca, a equipe da GCM disse que avistou Douglas, utilizando fones de ouvido, em uma bicicleta elétrica com uma “bag” preta com pizzas. Ao ser abordado, o entregador perdeu o equilíbrio e bateu a bicicleta na porta da viatura. Nesse momento, o agente Reginaldo Alves Feitosa disse que disparou acidentalmente contra o entregador de aplicativo. Douglas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O GCM chegou a ser preso em flagrante, mas pagou uma fiança de R$ 2.000 e foi liberado para responder ao processo em liberdade. A família afirma que o entregador nunca teve passagens pela polícia, não tinha ligação com nenhum tipo de furto e estava trabalhando no momento em que foi baleado pelo guarda civil metropolitano.
Douglas deixou esposa e três filhos: uma filha de 14 anos, outra de 10 anos e um bebê de apenas quatro meses.
GCM que baleou entregador de aplicativo tem histórico de violência
O subinspetor Reginaldo Alves Feitosa já respondeu por tentativa de homicídio e abuso de autoridade. Segundo registros da polícia, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa foi preso em flagrante em 2003 pelo crime de tentativa de homicídio, tendo respondido ao processo em liberdade.
Seis anos depois, em 2009, Reginaldo foi investigado por meio de inquérito policial por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa idosa. Os processos que investigavam os dois crimes foram arquivados.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



