'Fui presa no exercício da profissão', diz Deolane em audiência
Em audiência de custódia, a influenciadora ressaltou que foi presa por receber pagamento referentes a honorários advocatícios

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou em audiência de custódia que foi presa no "exercício da profissão". A Itatiaia teve acesso às imagens da audiência virtual em que Deolane ressaltou que foi presa por receber pagamento referentes a honorários advocatícios.
"À época dos fatos, eu advogava, é um processo de um ano bem antigo, 2019 ou 2020. Quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que fui presa por estar advogando por uma quantia de R$ 24 mil que foi depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia. Ou seja, fui presa no exercício da profissão", disse.
A influenciadora foi pressa nessa quinta-feira (21) na casa dela em uma área de condomínios de alto luxo em Barueri, na grande São Paulo, e passou a noite na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Nesta sexta-feira (22), Deolane foi transferida para Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do Estado.
Nova face do PCC
Considerado o inimigo número 1 do PCC, o promotor do Ministério Público, Lincoln Gakiya, que chefiou as investigações, afirmou em entrevista à CNN Brasil que Deolane é nova face do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela estaria atuando em parceria com o braço da facção criminosa especializado na lavagem de dinheiro. Gakiya ressaltou que Deolane ainda não conseguiu explicar a origem dos 140 milhões de reais que passaram pela conta dela só nos últimos dois anos.
Deolane é apontada como “caixa” do PCC
Segundo as investigações, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa. Por ser uma figura pública conhecida nacionalmente, ela seria usada para ocultar depósitos de origem ilícita. De acordo com a Polícia Civil, integrantes da facção depositavam valores em contas ligadas à influenciadora. O dinheiro seria misturado a receitas de outras atividades e, posteriormente, retornaria ao crime organizado. Ainda conforme os investigadores, Deolane teria aberto 35 empresas de fachada registradas no mesmo endereço para viabilizar o esquema de lavagem de dinheiro.
Bilhetes encontrados em presídio deram origem à investigação
Imagens de bilhetes manuscritos encontrados dentro do sistema prisional paulista, que deram origem à investigação, foram divulgadas pelas autoridades. Nos documentos, havia mensagens sobre supostos planos para matar funcionários do sistema penitenciário, além de informações relacionadas ao tráfico de drogas da facção.
Segundo a investigação, os bilhetes estavam escondidos em celas e foram localizados por agentes penitenciários durante inspeções. O Ministério Público de São Paulo informou ainda que comprovantes das movimentações financeiras investigadas foram encontrados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado pelos investigadores como operador central do esquema financeiro da organização criminosa.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.
