Explosão em SP: Defesa Civil inicia demolição de casas interditadas definitivamente
Das 112 casas vistoriadas pela Defesa Civil, 85 foram liberadas

A Defesa Civil deu início ao processo de demolição dos imóveis interditados definitivamente, após a explosão na segunda (11), na zona oeste da capital paulista . As demolições de cinco residências foram iniciadas a pedido das equipes da Polícia Técnico Científica, que precisam escavar o local em busca de evidências periciais para compor o laudo da explosão.
O governo de São Paulo informou, na manhã desta sexta-feira (15), que, até agora, das
112 residências atingidas, que foram vistoriadas, 85 estão liberadas para os moradores retornarem. O número de interditadas chegou a 27.
De acordo com as concessionárias, 232 pessoas foram cadastradas e receberam o auxílio emergencial para despesas imediatas, ampliado para R$ 5 mil.
As famílias também estão sendo acolhidas em hotéis e recebendo acompanhamento. Todos os demais danos sofridos pelos moradores serão ressarcidos pelas empresas. As equipes da Sabesp e Comgás também já iniciaram a reforma das unidades atingidas no bairro.
Recomeço
Nessa quinta-feira (14), a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) mapeou 80 imóveis na região, importante etapa para organização e planejamento dos atendimentos a serem realizados às famílias que perderam suas casas e serão realocadas para novas moradias. Cinquenta famílias já foram cadastradas e estão sendo atendidas.
A equipe social da CDHU mantém uma van no local para prestar atendimento e tirar dúvidas de moradores locais que comparecem espontaneamente à unidade móvel.
As famílias que perderam suas residências poderão optar por alternativas oferecidas pelo Governo de São Paulo. Entre elas estão a transferência imediata para apartamentos mobiliados da CDHU, aquisição de imóvel via carta de crédito e o auxílio aluguel.
Todas as despesas com novas moradias e reconstrução dos danos causados pelo acidente serão integralmente ressarcidos pela Sabesp e Comgás.
Segunda morte
Nessa quinta (14), houve a confirmação da segunda morte pela explosão causada após uma obra da Sabesp atingir uma tubulação de gás da Comgás no Jaguaré, Zona Oeste da capital paulista.
Francisco Altino, de 62 anos, estava internado em estado grave no Hospital Geral de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos.
A primeira vítima foi o mineiro Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, que morava em uma das casas que foram atingidas e morreu na hora. Outras duas vítimas, além de Francisco Altino, ficaram feridas — sendo que uma delas teve alta.
Em nota, o Governo de São Paulo informou que uma vítima segue internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



