Entenda como atuava quadrilha que lavava dinheiro do tráfico na 25 de Março, em SP
Investigações descobriram indícios de relação comercial com uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al Qaeda

A Polícia Civil de São Paulo participou, nesta quarta-feira (15), de uma operação integrada contra uma organização criminosa investigada por utilizar um comércio na Rua 25 de Março, no Centro da capital paulista, para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A ação deu apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e resultou em oito prisões.
Em São Paulo, a operação mobilizou equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), por meio da Divisão de Operações Especiais (DOE), Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), Grupo Especial de Reação (GER) e Divisão de Capturas, para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava empresas registradas em São Paulo e em outros estados para ocultar e dar aparência de legalidade a recursos obtidos com o tráfico de drogas. Parte desse esquema funcionava por meio de um comércio localizado na região da Rua 25 de Março, tradicional polo comercial da capital paulista.
As apurações indicam que a estrutura financeira teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024 por meio de empresas de fachada, operadores financeiros e "laranjas". Além do tráfico de drogas, os envolvidos conseguiam o dinheiro por meio de receptação qualificada e da comercialização de produtos falsificados.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a organização também prestava serviços terceirizados de lavagem de dinheiro para diferentes facções criminosas.
Além disso, foram identificados indícios de relação comercial entre uma empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por integrar uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al Qaeda. De acordo com os agentes, essa possível conexão internacional ainda será aprofundada ao longo das apurações.
As diligências também buscam identificar e sequestrar bens supostamente adquiridos com recursos ilícitos, atingindo diretamente a estrutura financeira da organização criminosa.
Segundo o delegado Tom Blumer, do Garra, a integração entre as polícias é essencial para enfraquecer as organizações criminosas. "A ação integrada demonstra o permanente intercâmbio de informações e a cooperação entre as Polícias Civis dos Estados, reforçando o compromisso institucional no enfrentamento qualificado ao crime organizado e à descapitalização financeira de organizações criminosas", destacou.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



