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Dona de ONG é presa após polícia encontrar animais sob maus-tratos e gatos mortos em freezer

Operação revelou cenário de abandono em abrigo que arrecadava doações pela internet; mais de 130 animais foram encontrados doentes, sem tratamento e cercados por medicamentos vencidos

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Divulgação | SSP e Reprodução | Redes Sociais

A responsável por uma Organização Não Governamental (ONG) de proteção animal foi presa em flagrante após uma operação da Polícia Civil encontrar dezenas de gatos vivendo em condições de maus-tratos em um imóvel na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo.

Durante a operação, realizada nessa terça-feira (30), policiais do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) cumpriram um mandado de busca e apreensão com apoio da Vigilância Sanitária, da Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), da Polícia Técnico-Científica e do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP).

Ambiente insalubre

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os agentes encontraram 136 animais vivos, sendo 133 gatos e três cães, muitos deles debilitados, doentes e sem acesso ao tratamento veterinário adequado. O imóvel apresentava condições consideradas insalubres, com acúmulo de sujeira, descarte irregular de seringas e materiais perfurocortantes, além de medicamentos vencidos armazenados no local.

Durante a fiscalização também foram encontrados 14 gatos mortos dentro de um freezer. A Polícia Civil investiga se alguns deles ainda estavam vivos quando foram colocados no congelador. Os corpos foram encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), onde passarão por exames de necropsia, como informou o portal G1. Ainda conforme o site, o abrigo era administrado por Patrícia Louana Masiero, responsável pela ONG Perfeitos e Especiais, que arrecadava recursos pela internet para manter os animais resgatados. Nas redes sociais, o perfil da instituição acumula mais de 13 mil seguidores.

Ainda segundo o G1, os policiais localizaram carteiras de vacinação em branco previamente assinadas por médicos-veterinários, o que também passou a ser analisado durante as investigações. O portal informou ainda que Patrícia afirmou aos investigadores que vendia animais para uma faculdade, onde seriam utilizados em estudos, mas não revelou qual seria a instituição. A Polícia Civil apura a veracidade da declaração e busca esclarecer se houve comercialização irregular dos animais.

ONG interditada e animais resgatados

Após a fiscalização, a Vigilância Sanitária interditou completamente o imóvel. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) também autuou a entidade por diversas irregularidades, entre elas a ausência de responsável técnico e as condições de maus-tratos verificadas durante a inspeção, conforme informou o site.

Após o resgate, os 133 felinos foram distribuídos entre oito organizações de proteção animal, que assumiram provisoriamente a guarda dos animais e passaram a oferecer atendimento veterinário. Os três cães encontrados na residência foram encaminhados para um abrigo especializado, onde receberão assistência e acompanhamento. Além das condições dos animais, os agentes recolheram medicamentos vencidos e outros produtos irregulares, que foram entregues à Vigilância Sanitária para descarte adequado.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.