Caso Gisele: Justiça remarca data do interrogatório de tenente-coronel em SP
Geraldo Leite Rosa Neto será ouvido no dia 8 de setembro, após pedidos para que o interrogatório aguardasse complementação de laudo pericial

A Justiça de São Paulo marcou para o dia 8 de setembro, às 10h, o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O depoimento estava agendado para esta sexta-feira (28), mas foi adiado pela 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal.
A decisão foi tomada na quinta-feira (27) pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro. De acordo com o despacho, a mudança na data ocorreu depois que a perita responsável pelo caso pediu mais tempo para concluir uma complementação do laudo. A defesa de Geraldo havia informado à Justiça que considerava necessário que o documento fosse anexado ao processo antes do interrogatório.
Com a decisão, o Instituto de Criminalística recebeu prazo adicional de cinco dias, sem possibilidade de prorrogação, para entregar a prova complementar. Como o tenente-coronel está preso preventivamente, a Justiça determinou que ele seja requisitado para participar do interrogatório na nova data.
O depoimento de Geraldo será a última fase da instrução processual. Durante quatro dias de audiências, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, entre elas policiais militares, peritos criminais, delegados, médicos do resgate, familiares de Gisele e a filha da vítima, de 7 anos.
Concluída essa etapa, o processo seguirá para a próxima fase da ação penal, que definirá o andamento do caso até o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Aos 53 anos, Geraldo responde por feminicídio qualificado e fraude processual. Ele permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.
O Caso Gisele
Gisele Alves Santana, de 32 anos, morreu em 18 de fevereiro, depois de ser atingida por um disparo na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Geraldo nega a acusação e afirma que a mulher cometeu suicídio.
A versão apresentada pelo Ministério Público é diferente. Conforme a denúncia, o tenente-coronel teria segurado Gisele por trás e disparado contra a cabeça dela a curta distância. A acusação também aponta que o policial teria esperado aproximadamente 30 minutos antes de chamar o socorro e, durante esse período, modificado o local para fazer com que a morte parecesse um suicídio.
Entre os elementos analisados pelos investigadores estão ferimentos no pescoço e na mandíbula da vítima e manchas de sangue, com características de gotejamento, encontradas na bermuda usada pelo acusado no dia da morte.
O processo tramita na Justiça comum. A definição ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelecer que crimes dolosos contra a vida devem ser julgados pela Justiça comum, impedindo que a acusação de feminicídio fosse submetida à Justiça Militar.
*Com informações de Manuella Dal Mas, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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