Caso Gisele: Justiça marca data do interrogatório de tenente-coronel em SP
Geraldo Leite Rosa Neto será ouvido no próximo dia 28 de agosto, em etapa decisiva antes de júri popular por feminicídio

A Justiça de São Paulo marcou para o dia 28 de agosto o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A audiência será realizada na 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal da capital e representa a etapa final da instrução processual antes da decisão sobre o envio do réu a júri popular. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado que representa a família de Gisele.
O depoimento estava inicialmente previsto para o dia 3 de julho, mas foi adiado por decisão da juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro após pedido da defesa. Os advogados solicitaram a complementação de laudos periciais elaborados pelo Instituto de Criminalística antes da realização do interrogatório.
A nova data foi definida após o encerramento da fase de oitivas de testemunhas de acusação e defesa. Ao longo de quatro dias de audiências, entre o fim de junho e o início de julho, foram ouvidas 30 testemunhas, incluindo policiais militares que atenderam a ocorrência, peritos criminais, delegados, médicos do resgate, familiares da vítima e a filha de Gisele, de 7 anos.
Geraldo, de 53 anos, responde pelos crimes de feminicídio qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.
A soldado Gisele, de 32 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. O oficial nega ter cometido o crime e afirma, desde o início das investigações, que a esposa tirou a própria vida.
Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o tenente-coronel imobilizou a vítima por trás e efetuou um disparo à queima-roupa.
Segundo a acusação, o oficial teria aproveitado um intervalo de cerca de 30 minutos entre o disparo e o acionamento do socorro para alterar a cena do crime, colocando a arma na mão da vítima na tentativa de simular um suicídio.
Os investigadores também apontam que laudos periciais identificaram lesões no pescoço e na mandíbula de Gisele, além de manchas de sangue com padrão de gotejamento na bermuda usada pelo acusado no dia do crime.
*Com informações de Khauan Wood e Rafael Saldanha, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.




