Alvo da PF nesta terça, banco Digimais se manifestou sobre irregularidades em maio
A operação, denominada Miragem, ocorre nesta terça-feira (23) e já realizou o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões

Alvo de operação da Polícia Federal (PF), o Banco Digimais já havia se manifestado em maio sobre "supostas irregularidades contábeis" praticadas pela instituição. A operação, denominada Miragem, ocorre nesta terça-feira (23) e já realizou o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.
Em nota, a instituição afirmou que se tratavam de "alegações completamente inverídicas". O texto foi publicado em resposta a reportagens que apontavam que a instituição teria feito uma manobra para limpar seu balanço de modo a ocultar um prejuízo milionário. Na ocasião, o Banco Digimais se referiu às matérias jornalísticas como "imprudentes" e "irresponsáveis".
"As publicações baseiam-se em alegações completamente inverídicas, distorcidas e desprovidas de qualquer comprovação material ou documental.Trata-se de narrativas plantadas com claro intuito de prejudicar a imagem pública e a solidez da instituição", consta no texto divulgado em 20 de maio.
No comunicado, o Banco Digimais afirmou estar à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos. "A instituição permanece firme em seu propósito, operando com segurança e integridade", constou.
O que foi a operação?
A Polícia Federal realiza, na manhã desta terça-feira (23), uma operação para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão de instituição financeira Digimais. Denominada Operação Miragem, mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
De acordo com a Polícia Federal (PF), a decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.
As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares, conforme divulgado pela PF.
Os investigadores apuram ainda a realização de operações financeiras consideradas irregulares em favor da empresa controladora do banco, além da suspeita de adulteração e inserção de informações falsas em sistemas oficiais utilizados pelo órgão regulador, segundo a CNN.
Conforme o avanço das apurações e o grau de participação de cada envolvido, os investigados poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, inclusão de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito proibidas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
*Com informações de CNN
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



