Aliança reforça suspeita de que corpo achado em área da mata é de PM desaparecido em SP

Familiares de Fabrício Gomes de Santana, conhecido como cabo Santana, também reconheceram as roupas encontradas no local

A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo localizaram, nesse domingo (11), um corpo em uma área de mata no bairro do Cipó, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. A principal linha de investigação indica que o corpo seja do policial militar Fabrício Gomes de Santana, conhecido como cabo Santana, desaparecido desde a última quarta-feira (7).

Familiares reconheceram as roupas encontradas no local e confirmaram que a aliança localizada no corpo pertence ao policial, reforçando a suspeita, embora a identificação oficial ainda dependa de exames periciais.

As investigações apontam que o cabo Santana estava no bairro Jardim Horizonte Azul com um amigo, chamado Isaque. Foi neste momento que um homem chamado Riclecio apareceu. Conhecido de Isaque, durante a conversa ele tentou usar cocaína e foi repreendido pelo policial.

Após uma discussão, Riclecio teria pedido desculpas, mas saiu do local e foi até líderes do crime da região, onde revelou que Fabrício era policial militar. A partir disso, houve uma ligação convocando Isaque para ir até o local. Ele compareceu levando o cabo Santana, que foi desarmado, submetido a um chamado “tribunal do crime” e condenado à morte, segundo a polícia.

Ainda de acordo com os investigadores, imagens de câmeras da região mostraram um dos suspeitos, conhecido como “Gato Preto”, conduzindo um Chevrolet Corsa enquanto outro homem dirigia o carro da vítima até o ponto onde o veículo foi incendiado.

Eles seguiram até uma área de chácaras em Embu-Guaçu, o que ajudou a polícia a delimitar o perímetro onde o corpo teria sido descartado. Em um sítio da região, foram encontrados vestígios de terra recentemente mexida.

O proprietário do sítio, André, teve a prisão temporária decretada. A polícia também investiga a participação de Isaque, apontado como envolvido com o tráfico de drogas, e analisa se ele tem ligação com facção criminosa.

No caso de André, os investigadores acreditam que ele possa ter vínculo com o PCC, embora ainda não seja possível afirmar que a facção tenha determinado a morte do policial — hipótese que segue sob apuração. O caseiro do sítio foi ouvido e liberado, sem ser considerado investigado neste momento.

De acordo com o delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, pelo menos outras quatro pessoas teriam participação tanto na execução quanto no descarte do corpo e do veículo. As investigações continuam, e novas prisões não estão descartadas além dos quatro homens que já estão detidos.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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