Universidades e escolas suspendem aulas após operação mais letal da história do Rio
O município retornou ao Estágio 1, conforme informou o Centro de Operações da Prefeitura — nível que indica que não há ocorrências de grande impacto, mas moradores ainda seguem com medo

Universidades suspenderam todas as atividades presenciais nesta quarta-feira (29) após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, considerada a mais letal da história.
As instituições que adotaram a medida são: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Desde a noite de ontem, dezenas corpos foram encontrados por moradores, ainda não contabilizados oficialmente entre os 64 mortos, número que pode aumentar. A operação teve como alvo lideranças do Comando Vermelho.
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Até o momento, o balanço oficial aponta 64 mortos, entre eles quatro policiais, além de 81 presos e cerca de 15 agentes feridos.
Por medida de segurança, escolas municipais e postos de saúde não abriram as portas. Moradores relatam medo de uma possível retomada dos tiroteios, mesmo com o trânsito já normalizado e a presença reforçada de policiais nas ruas.
Por volta das 6h, o município retornou ao Estágio 1, conforme informou o Centro de Operações da Prefeitura — nível que indica que não há ocorrências de grande impacto.
Comunicados
As universidades emitiram comunicados ainda na terça-feira (28) informando que a decisão visa garantir a segurança de alunos e funcionários.
A UFRJ e a UERJ anunciaram a suspensão das aulas e de todas as atividades presenciais do turno da manhã desta quarta-feira (29) em todos os seus campi. Segundo a CNN, entre 9h e 10h, novas notas devem ser divulgadas com orientações sobre o funcionamento dos turnos da tarde e noite.
Até a publicação desta reportagem, as instituições ainda não haviam atualizado as informações.
A PUC-Rio informou que todas as aulas do dia 29 ocorrerão de forma remota e síncrona, em sua plataforma de ensino, e ficarão gravadas para os alunos que não conseguirem acompanhar ao vivo. As atividades administrativas presenciais também estão suspensas.
Em nota publicada no Instagram, a UFF afirmou que “a decisão considera os possíveis impactos na segurança pública, nas condições de deslocamento e no funcionamento dos transportes, que afetam parte significativa da comunidade universitária que reside na capital fluminense”.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.





