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Fraude bilionária: polícia apura tentativa de reativação de banco extinto há 60 anos no RJ

Operação Lázaro cumpre mandados no Rio após suspeita de reativação irregular de instituição financeira e desvio superior a R$ 1 bilhão

Por e 
Fraude bilionária polícia apura tentativa de reativação de banco extinto há 60 anos no RJ
Fraude bilionária polícia apura tentativa de reativação de banco extinto há 60 anos no RJ • Foto: Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio realiza, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação contra uma fraude bilionária de um antigo banco. Segundo a Delegacia de Defraudações (DDEF), o Banco de Crédito Móvel S.A. deixou de existir há mais de 60 anos, após acionistas decidirem pelo encerramento das atividades da instituição financeira e promoverem sua liquidação.

No entanto, a polícia investiga se falsos acionistas teriam conseguido reativar as atividades do banco na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA), que é o órgão responsável por registrar e legalizar as atividades das empresas no estado. De acordo com as apurações, a medida teria ocorrido mesmo diante de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição.

As investigações também apontam que, após essa reativação, teria ocorrido um desvio de crédito do banco que ultrapassa um bilhão de reais.

Batizada de “Operação Lázaro”, a ação tem o objetivo de cumprir 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão localizados nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.

Na Glória, os agentes estiveram na casa do vice-presidente da JUCERJA, Affonso D'Anzicourt e Silva. Também há cumprimentos na casa do secretário-geral da JUCERJA, Gabriel Oliveira de Souza, e do ex-presidente da Junta, Sérgio Tavares Romay, além de acionistas do banco.

Durante a apuração, surgiram ainda indícios de que integrantes do grupo estariam ligados a outras práticas criminosas, como fraudes imobiliárias, além de invasões de terrenos e empreendimentos irregulares em áreas da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital, com participação da milícia.

Com as diligências desta quinta, os agentes buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a atuação de cada alvo e aprofundar as investigações.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.