Polícia prende dois suspeitos de narcomilícia que cobrava taxas de moradores no RJ
Investigação aponta que dupla atuava como 'puxadores de guerra', responsáveis por invasões, confrontos armados e arrecadação de extorsões

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), uma operação contra dois dos principais integrantes de uma narcomilícia com atuação em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste da capital.
A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que cumpriram dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão.
Os dois alvos já foram capturados. Um deles, identificado como Rodrigo Marques Carbone, foi preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde estava escondido. O outro, Luique Ferreira Cabral Ferreira, já estava preso desde abril deste ano.
Quem são os suspeitos?
Segundo as investigações, Rodrigo Marques Carbone e Luique Ferreira Cabral Ferreira ocupavam posições estratégicas dentro da estrutura da organização criminosa.
Os dois são apontados como integrantes do braço armado da narcomilícia e exerciam a função conhecida como "puxadores de guerra", sendo responsáveis por coordenar invasões territoriais, confrontos com grupos rivais, aquisição de armas e arrecadação de dinheiro obtido por meio de extorsões.
De acordo com a Polícia Civil, Rodrigo possui uma tatuagem com uma caveira acompanhada do número 55, símbolo associado a um grupo miliciano que atua na região.
O que a investigação descobriu?
As apurações apontam que a organização criminosa cobrava taxas ilegais de moradores e comerciantes das áreas sob seu domínio.
Além disso, os investigadores identificaram que os criminosos atuavam diretamente na expansão territorial da narcomilícia por meio de ações armadas e disputas contra grupos rivais.
Segundo a Draco, a organização mantém uma aliança com integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando a parceria para ampliar seu poder bélico e avançar sobre áreas controladas pelo Comando Vermelho.
Como um dos suspeitos foi preso?
Luique Ferreira Cabral Ferreira já havia sido preso em abril deste ano na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói.
Na ocasião, segundo a Polícia Civil, ele foi capturado portando uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva contra criminosos rivais.
Ainda de acordo com as investigações, ele estava acompanhado de integrantes do TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré.
Como começou a investigação?
A investigação teve início em setembro de 2025, após uma operação da Draco realizada na Estrada do Cafundá, na Taquara.
Na ação, policiais prenderam integrantes da organização criminosa e apreenderam dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado que posteriormente foi identificado como roubado.
A partir da análise de aparelhos e dados, os investigadores conseguiram mapear a estrutura da organização.
Segundo a Polícia Civil, foram identificadas conversas sobre cobranças diárias de taxas, divisão territorial, movimentação de equipes armadas e alinhamento entre operadores financeiros e integrantes do braço armado da narcomilícia.
Investigações continuam
A Draco informou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes e desarticular toda a estrutura criminosa.
Os presos responderão pelas acusações relacionadas à participação na organização criminosa e aos crimes investigados no âmbito da operação.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.




