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Soldado do Exército é denunciado por atear fogo em homem em situação de rua no RJ

Militar é acusado de participar de ataque com coquetéis molotov e transmitir crime ao vivo na internet; segundo o Ministério Público, ele e um adolescente receberiam R$ 2,5 mil cada por incendiar a vítima

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INCENDEIA HOMEM RIO
Imagem mostra momento em que homem tenta atear fogo em morador de rua • Reprodução | CNN Brasil

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o soldado do Exército Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva, de 20 anos, por participação em um ataque contra um homem em situação de rua, no bairro Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio do Janeiro. Ele é acusado de tentativa de homicídio, associação criminosa e corrupção de menores.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o crime aconteceu em 19 de fevereiro, na Avenida Geremário Dantas, no bairro Pechincha. Segundo a denúncia do MPRJ, o militar, um adolescente e outros dois homens, que ainda não foram identificados, lançaram dois coquetéis molotov contra a vítima, que dormia em uma calçada.

O homem foi atingido e teve o corpo incendiado, mas conseguiu fugir e buscar ajuda. Conforme informações divulgadas anteriormente, ele sofreu queimaduras de terceiro grau em cerca de 60% do corpo e foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

Ataque teria sido transmitido pela internet

De acordo com o MPRJ, o ataque foi transmitido em tempo real na internet pela plataforma Discord. Investigações apontam que o crime teria sido planejado em comunidades virtuais e que o soldado do exército e o adolescente receberiam R$ 2.500 cada pela participação no crime.

O soldado também é acusado de ter participado da transmissão do ataque. Em abril de 2025, a Justiça já havia aceitado uma denúncia contra ele e determinado sua prisão preventiva. Na ocasião, a acusação incluía tentativa de homicídio qualificada, associação criminosa e corrupção de menores. Segundo a investigação divulgada anteriormente, mais de 200 pessoas acompanhavam a transmissão do ataque. O adolescente responsável por atear fogo na vítima foi apreendido dias depois do crime.

Prisão e julgamento

Além da denúncia, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do soldado. O órgão citou a gravidade do crime, o comportamento violento atribuído ao acusado e a existência de antecedentes criminais como fundamentos para a medida.

A 4ª Vara Criminal da Capital decidiu pela pronúncia dos dois acusados e manteve a prisão preventiva de ambos. Com a decisão, o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. O julgamento está marcado para 3 de março de 2027.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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