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PMs estavam com câmeras desligadas em perseguição que matou médica no Rio

Caso ocorreu durante perseguição na Zona Norte, no domingo (15); policiais foram afastados e investigação apura possível erro na abordagem

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Médica morta em abordagem policial será enterrada nesta terça (17), no Rio
Médica morta em abordagem policial será enterrada nesta terça (17), no Rio • Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que as câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares envolvidos na ação que terminou com a morte da médica Andréa Marins Dias estavam com as baterias descarregadas no momento da ocorrência. A vítima, de 61 anos, morreu no domingo (15), durante uma suposta perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Segundo a assessoria de imprensa da corporação, a constatação foi feita a partir de análises preliminares realizadas por setores técnicos. O caso segue sob investigação da área correcional da instituição.

De acordo com a PM, há normas internas que determinam que, ao identificar qualquer falha ou mau funcionamento nos equipamentos, os policiais devem retornar à unidade de origem para realizar a substituição das câmeras.

Os agentes envolvidos permanecem afastados das atividades operacionais nas ruas.

Andréa foi enterrada nessa terça-feira (17), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. Ela deixa os pais, de 91 e 88 anos, e uma filha de 30 anos.

Segundo a corporação, os policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) foram retirados preventivamente do patrulhamento enquanto durarem as investigações. A principal linha de apuração é de que os militares possam ter confundido o carro da vítima com o veículo utilizado por criminosos.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas após informações de que suspeitos em um carro modelo Corolla branco estariam praticando roubos na região, no domingo (15). No local, os agentes teriam identificado o veículo, além de um Jeep e uma motocicleta, que deixaram a área, dando início a uma perseguição.

Durante a ação, conforme a corporação, houve disparos contra os policiais, que revidaram. Segundo o boletim de ocorrência, ao abrirem o carro, os agentes encontraram a médica no banco do motorista, já sem vida, com uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital), que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou um procedimento interno para apurar o caso.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.