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PF apreende celular e tablet em operação contra Cláudio Castro

Defesa afirma que ex-governador colaborou com os agentes durante buscas em apartamento na Barra da Tijuca; operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal ligadas à Refit

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Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, é alvo de operação da PF (2)
Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, é alvo de operação da PF (2) • Governo do Rio de Janeiro

O advogado de Cláudio Castro afirmou, na manhã desta sexta-feira (15), que agentes da Polícia Federal apreenderam um celular e um tablet no apartamento do ex-governador. O imóvel fica em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Segundo Carlo Luchioni, Cláudio Castro recebeu os agentes da PF por volta das 6h. Cerca de 20 minutos depois, o advogado também chegou ao local. De acordo com ele, o ex-governador colaborou com as equipes durante toda a ação. Luchioni afirmou ainda que os agentes revistaram todo o apartamento de forma discreta, já que Castro estava acompanhado da esposa e dos filhos.

O advogado disse não ter conhecimento da motivação da busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada a jornalistas na entrada do condomínio.

A operação da Polícia Federal investiga a atuação do grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, apontado como um dos maiores devedores de impostos do país. O grupo é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Durante a operação, agentes apreenderam R$ 500 mil em espécie na casa de um policial civil, no Rio de Janeiro. O dinheiro estava guardado em caixas de sapato.

Ao todo, a PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Além de Cláudio Castro, também são alvos da operação o ex-procurador do Estado Renan Saad, o desembargador afastado Guaraci de Campos Vianna e o ex-secretário de Fazenda do Rio, Juliano Pasqual, que está em Jundiaí, no interior de São Paulo.

O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol e é considerado foragido.

Segundo a PF, a investigação faz parte das apurações conduzidas no âmbito da ADPF das Favelas, que identificou indícios de conexões entre organizações criminosas do Rio de Janeiro e agentes públicos no estado.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.