Moraes concede prisão domiciliar com tornozeleira ao pastor Márcio Poncio
Líder religioso, que é dono de uma fábrica de cigarros, foi preso em 2 de julho na quinta fase da Operação Unha e Carne

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu nesse sábado (11) a prisão preventiva do pastor evangélico Márcio Poncio em domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.
Na decisão, Moraes acatou o pedido da defesa para que Poncio passasse a cumprir a prisão em casa por causa da gravidez de alto risco da sua esposa, uma mulher de 50 anos. Segundo os advogados, a situação demonstra que ele terá pleno interesse em colaborar com as investigações.
Outro argumento apresentado pela defesa para pedir a prisão domiciliar foi a situação de saúde do pastor, que é portador de retocolite ulcerativa grave, um tipo de inflamação do reto.
"Neste caso, em virtude da situação excepcionalíssima noticiada acerca do estado de saúde do investigado, ora agravante, a compatibilização entre a liberdade de ir e vir e a Justiça Penal indica a possibilidade de concessão da prisão domiciliar", justificou Moraes na decisão.
Além da prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, Poncio está proibido pela decisão de se comunicar com os demais investigados, receber visitas, com exceção de seus advogados, e utilizar redes sociais.
Pastor evangélico preso
Márcio Poncio foi preso no dia 2 de julho na 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas em favor do Comando Vermelho. Magnata da indústria do tabaco, ele é conhecido como "pastor do cigarro".
O pastor acumula mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha reflexões espirituais e ostenta o alto padrão de vida da família. Poncio também teve a autorização para porte de arma de fogo suspensa e foi obrigado a entregar seus passaportes.
Estadão Conteúdo
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