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Desembargador é encontrado morto em área de mata no RJ; veja o que se sabe sobre o caso

Magistrado do TRF-2 estava desaparecido desde abril; corpo foi localizado na região da Vista Chinesa, e investigação busca esclarecer circunstâncias da morte

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Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho. • Divulgação | TRF2

O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, que estava desaparecido havia cerca de um mês, foi encontrado morto nesta terça-feira (19), na região da Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Sul do Rio de Janeiro-RJ. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que ainda apura as circunstâncias da morte. 

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o desembargador foi localizado por equipes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), com apoio do Corpo de Bombeiros. De acordo com os primeiros levantamentos, não havia sinais aparentes de violência no corpo da vítima. A perícia foi acionada e o cadáver encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passa por exames para determinar a causa da morte. 

O desaparecimento do magistrado havia sido registrado oficialmente no início de maio, embora ele não fosse visto desde 14 de abril. A investigação corria sob sigilo.

Quem era o desembargador

Alcides Martins Ribeiro Filho integrava o Tribunal Regional Federal da 2ª Região desde 2017. No entanto, estava afastado das funções desde 2025 após abertura de procedimento relacionado a um episódio de violência doméstica. 

Na ocasião, conforme registros divulgados anteriormente, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência em um imóvel em Ipanema, bairro também na Zona Sul do Rio, após relatos de discussão e pedidos de socorro. A mulher envolvida apresentou lesões, e o caso foi encaminhado à delegacia para investigação. O episódio também levou à abertura de medidas disciplinares no âmbito do Judiciário. 

O que falta esclarecer

Até o momento, a Polícia Civil não informou se trabalha com hipótese de morte natural, acidente ou criminal. O laudo pericial e a análise das circunstâncias do desaparecimento devem orientar os próximos passos da investigação. 

O caso permanece em apuração e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos exames e dos procedimentos investigativos.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.