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Rio de Janeiro volta ao Estágio 2 de mobilização após alerta de ciclone-bomba

Cidade esteve em alerta de ciclone-bomba, o que levou a decretos de ponto facultativo, suspensão de aulas e fechamento de parques e pontos turísticos como o Cristo Redentor; prefeito Eduardo Cavaliere pediu tranquilidade

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A cidade do Rio de Janeiro retornou ao Estágio 2 de mobilização na noite desta sexta-feira (7), após a redução dos ventos previstos para as próximas horas. Este é o segundo nível em uma escala de cinco e representa a previsão de mudança na rotina da cidade nas próximas horas, ou que já há impactos que exigem ações de resposta imediatas.

Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), houve registros de ventos fracos a moderados na capital fluminense, e não há previsão de ventos fortes (de 52 km/h a 75,9 km/h) a muito fortes (acima de 76 km/h) para a próxima hora. A previsão aponta para chuvas fracas a moderadas e ventos que também podem ser moderados (entre 18,5 km/h a 51,9 km/h) com rajadas ocasionalmente fortes (entre 52 e 76 km/h) no período da noite desta sexta.

Devido à previsão de ventos que ultrapassariam os 90 km/h, o governo do Estado do Rio decretou ponto facultativo para os órgãos estaduais a partir das 13h, horário em que o estado havia avançado para o Estágio 3 de mobilização. Diante da previsão de vendaval, o governo do Estado do Rio de Janeiro instalou nesta manhã um Gabinete de Crise para acompanhar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta dos órgãos estaduais. Além disso, aulas em unidades estaduais e municipais foram suspensas e parques foram fechados.

A Prefeitura do Rio e o governo do Estado do Rio de Janeiro divulgaram uma nota, no fim da manhã, recomendando a antecipação do encerramento de todas as atividades que não sejam essenciais para antecipar o retorno para casa e resguardar a segurança dos cidadãos. Para reforçar a recomendação, a Defesa Civil enviou um novo alerta georreferenciado para celulares na cidade do Rio. A mensagem orientou os moradores a evitarem deslocamentos durante o período de maior intensidade das rajadas e priorizarem a própria segurança, recomendando que a população antecipe o retorno para casa diante da previsão de ventos fortes.

A ICMBio determinou o fechamento do Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo Redentor, por conta das previsões. Os trens que levam os visitantes até o Cristo foram parados desde as 13h. O fechamento do parque inclui também a Unidade de Conservação como Parque Lage, Setor Floresta da Tijuca, Vista Chinesa e Mesa do Imperador, Pedra da Gávea e Pedra Bonita.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou que não há motivo para pânico entre a população carioca diante da passagem de um ciclone-bomba que influencia as condições meteorológicas em diferentes estados do país. O prefeito também reforçou a necessidade de adotar medidas preventivas e evitar deslocamentos. "Não há motivo para pânico. É muito importante que tenha tranquilidade para se proteger e fazer o retorno para casa de forma gradativa", declarou em coletiva de imprensa. Segundo ele, até o fim da manhã, a cidade não havia registrado grandes ocorrências relacionadas às condições meteorológicas.

O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina. Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.

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