Vítimas da queda de avião no Sul de MG: não há prazo para corpo de criança de 2 anos ser liberado
As outras seis vítimas foram velados nesta terça-feira (30); perícia diz que corpos estavam 'fragmentados'
O corpo da criança de 2 anos, vítima do acidente de avião em Itapeva, no Sul de Minas, ainda não foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML), na manhã desta terça-feira (30). As outras vítimas já foram sepultadas hoje em Belo Horizonte e em Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste mineiro. A aeronave havia saído de Campinas, em São Paulo, com destino à capital mineira, no domingo (28).
“Tentamos a identificação da criancinha por meio da papiloscopia. Porém, a gente não encontrou dados de confrontação para comparar com documentos pré-existentes para garantir essa identificação”, disse o coordenador da Superintendência de Polícia Técnico-cientifica, em coletiva de imprensa. Por isso, foi colhido o material biológico dessa vítima para o exame de DNA. “Esse material já foi enviado estude Criminalística da nossa Polícia Civil está em fase de processamento”, acrescentou.
Os outros seis corpos foram liberados nessa segunda (29). "Os corpos estavam bastante fragmentados", disse. Contudo, as identificações foram possíveis por meio da papiloscopia.
De acordo com o coordenador, os outros seis corpos foram liberados nessa segunda (29), e foram identificados por meio da papiloscopia, quando se usa a impressão digital. "Os corpos estavam bastante fragmentados", disse. Contudo, das sete vítimas, seis já foram identificadas, porém, no caso da criança de dois anos, o método não foi suficiente e a análise do resultado do exame de DNA é aguardado para conclusão do processo.
Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) já investigam o caso, porém, as causas ainda são desconhecidas. Moradores de Itapeva disseram que chovia bastante na manhã de domingo, no momento do acidente.
Despedida
Marcílio Franco da Silveira e Raquel Souza Neves Silveira serão enterrados durante a manhã desta terça-feira (30) no cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela empresa CredFranco, de onde Marcílio era sócio.
Já a homenagem ao piloto Geberson Henrique será no Bosque da Esperança Cemitério Parque.
A despedida de André Rodrigues do Amaral, outro sócio da empresa, e sua mulher, Fernanda Luísa Costa Amaral, ocorrerá em Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste mineiro. O enterro deve ocorrer às 12h.
A dinâmica do acidente
- A queda do avião monomotor deixou sete mortos no domingo (28), em Itapeva, no Sul de Minas Gerais;
- O acidente aconteceu no bairro Monjolinho, próximo ao Hotel Vale Suíço, na zona rural da cidade;
- A aeronave decolou às 10h09, do Aeroporto Estadual de Campos dos Amarais, em Campinas, São Paulo, com destino a Belo Horizonte. Havia sete pessoas a bordo, sendo cinco passageiros e dois tripulantes. Todos os sete ocupantes morreram;
- De acordo com a Corpo de Bombeiros, algumas pessoas da região presenciaram o avião se partindo no ar e caindo no solo;
- Ainda não se sabe o que pode ter provocado a queda.
Em nota à imprensa, a família de Geberson Henrique Tadeu Chagas Pereira, de 44 anos, lamentou o ocorrido e a perda do piloto no acidente aéreo. "[Geberson] trilhou uma carreira de mais de 12 anos de profissão, sempre guiado pela responsabilidade e pelo bem do outro. Ele deixa mulher, duas filhas, de 5 anos e de nove meses, família e amigos que muito o amam”, declarou, por meio da assessoria de imprensa.
*com informações de Renato Rios Neto e Célio Ribeiro
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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.




