Itatiaia

'Velha ladrona': idosa de 74 anos chora depois de ser acusada de furtar creme em loja de BH

Imagens de câmeras de segurança da loja confirmaram, segundo a família, que acusação era falsa; idosa afirma ter sido 'humilhada' por funcionária de rede de cosméticos no Barreiro

Por e 
Interior de uma loja de cosméticos (meramente ilustrativa) • Google Maps

Uma idosa de 74 anos afirma estar profundamente abalada depois de ser acusada injustamente de furtar um creme, em uma unidade das Lojas Rede, na Via do Minério, no bairro Teixeira Dias, na região do Barreiro, nesta terça-feira (20).

Em entrevista à Itatiaia, a idosa chorou e relatou os momentos de constrangimento que viveu. Mais cedo, uma amiga deu a ela um creme de cabelo de presente. Com o cosmético já aberto e usado, ela entrou no estabelecimento.

De acordo com o relato, depois de colocar os itens procurados dentro de uma cesta, a idosa foi até o caixa realizar o pagamento. “Passei tudo que eu comprei, e o rapaz do caixa estava embalando para mim as coisas, colocando na sacola”, relembrou a idosa.

Enquanto aguardava a finalização das compras, a senhora afirma que retirou o creme usado da bolsa e pediu para o homem que guardasse o cosmético junto com os outros produtos. Foi justamente neste momento que ela foi atacada por uma funcionária do estabelecimento.

“Ela avançou em mim e falou comigo assim: ‘Sua velha, ladrona, esse creme é daqui. Você não tem vergonha na cara, não?’. Ela avançou na minha mão, pegou o creme e disse: ‘Vai embora, velha’ ”, contou a idosa, muito abalada.

“Eu com 74 anos passar por uma humilhação dessas? Tudo que eu comprei, eu paguei. Nunca passei por isso na minha vida. Roubar um creme de cabelo? Eu podia passar até fome, que roubar eu não ia roubar”, declarou a idosa.

Imagens de câmeras inocentam idosa, diz família

A filha dela foi até o local para entender o que estava acontecendo. Depois de esperar horas para fazer um boletim de ocorrência sobre o caso, ela foi informada pelo gerente que as imagens de câmera de segurança mostravam que realmente, a mãe dela não havia furtado nada.

“Isso era antes das 14 horas da tarde. Cheguei aqui [na loja], eles falaram que não podiam olhar nas filmagens, que não tinham acesso. Quando era 16 horas o gerente me chamou para poder falar que liberaram as filmagens e que o creme era dela. Ele queria que eu pegasse o creme e fosse embora”, contou a filha, em entrevista à Itatiaia.

A reportagem procurou a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Lojas Rede mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Por

Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

Por

Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte