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Veja tudo o que se sabe sobre o idoso que morreu após ser espancado em BH

José Carlos Marques, de 72 anos, estava a caminho do trabalho quando foi acusado de importunação sexual dentro de um ônibus; família nega crime e pede investigação

Por e 
Advogado Gilmar Francisco / José Carlos Marques no dia da agressão / Familiares da vítima • Itatiaia

O aposentado José Carlos Marques, de 72 anos, morreu neste domingo (20), em Belo Horizonte, após permanecer internado em coma por cerca de dois meses. Ele havia sido espancado depois de ser acusado de importunação sexual dentro de um ônibus da linha 61, na Região Central da capital.

José Carlos morava na região de Venda Nova e, apesar de aposentado, havia voltado a trabalhar para complementar a renda. Ele atuava como manobrista em um estacionamento no Centro de Belo Horizonte.

A família afirma que o idoso era inocente da acusação e questiona tanto as circunstâncias das agressões quanto o atendimento médico recebido após o espancamento.

Confira a seguir:

  1. O que aconteceu?
  2. Como começaram as agressões?
  3. Quem era José Carlos?
  4. O que aconteceu depois das agressões?
  5. Qual foi a causa da morte?
  6. O que a família diz sobre a acusação de importunação?
  7. O que diz o advogado da família?
  8. Quantas pessoas agrediram José Carlos?
  9. O que a família diz?

O que aconteceu?

José Carlos estava a caminho do trabalho, como fazia nos últimos dias, quando entrou em um ônibus da linha 61, que seguia em direção à região Central de Belo Horizonte.

Segundo os familiares, o coletivo estava lotado. Durante a viagem, uma pessoa teria acusado o idoso de importunação sexual, afirmando que ele teria encostado as partes íntimas em uma mulher.

A família afirma que José Carlos negou a acusação.

Ainda segundo os familiares, uma testemunha teria relatado posteriormente que a própria mulher apontada como vítima não teria percebido ou confirmado a suposta importunação. Outra pessoa, no entanto, teria afirmado ter visto o contato.

Como começaram as agressões?

Segundo a família e o advogado que representa os parentes, após a acusação, passageiros começaram a agredir José Carlos.

De acordo com os relatos, o idoso foi retirado do ônibus e continuou sendo espancado do lado de fora.

A família afirma que ele recebeu chutes, socos e pisões, inclusive na cabeça.

O advogado Gilmar Francisco afirma que imagens de câmeras de segurança registraram as agressões.

“As imagens são bem claras, nítidas e identificáveis. São quatro agressores que praticam agressões diversas na região do membro superior, cabeça, tronco, que vitimaram o senhor José Carlos”, afirmou.

Segundo a defesa da família, quatro homens aparecem nas imagens agredindo o idoso.

Até o momento, não há informação, no material fornecido, sobre prisão dos envolvidos.

Quem era José Carlos?

José Carlos era aposentado, mas havia voltado ao mercado de trabalho para aumentar a renda. Segundo os familiares, ele trabalhava como manobrista em um estacionamento no Centro de Belo Horizonte.

Ele era casado havia 25 anos e deixou cinco filhos, netos e bisnetos, segundo a sobrinha Dorcelina Jenifer da Silva.

“Ele deixou cinco filhos, deixou netos, bisnetos, né? Ele tem mulher, é casado há 25 anos”, relatou.

O que aconteceu depois das agressões?

Após ser espancado, José Carlos foi levado para atendimento médico.

A irmã dele, Sandra Helena Marques, afirma que o idoso apresentava sinais graves após as agressões, como sangramento pelo nariz e pelos olhos e vômito com sangue.

Segundo ela, José Carlos foi levado inicialmente para uma UPA.

A família questiona o atendimento recebido no local e afirma que ele teria sido liberado com prescrição de ibuprofeno e dipirona.

“Com o tamanho da lesão que ele tinha, lesões aparentes, ele estava vomitando sangue, sangue escorrendo pelos olhos, pelo nariz, e levaram ele para uma UPA onde não tem a aparelhagem necessária para poder diagnosticar a lesão que ele tinha no cérebro”, afirmou Sandra.

Ainda segundo a irmã, José Carlos teria sido encaminhado posteriormente ao Hospital João XXIII, quando o estado de saúde já era considerado grave.

Qual foi a causa da morte?

José Carlos sofreu traumatismo craniano e ficou internado em coma no Hospital João XXIII.

Segundo os familiares, ele permaneceu nessa condição por aproximadamente dois meses, até morrer neste domingo (20).

A família afirma que a gravidade das lesões foi consequência das agressões sofridas após a acusação dentro do ônibus.

O que a família diz sobre a acusação de importunação?

Os familiares negam que José Carlos tenha cometido importunação sexual.

A sobrinha Dorcelina afirma que uma testemunha contou à família que a própria mulher apontada como vítima teria dito que não havia percebido a suposta importunação, porque estava com uma mochila na frente do corpo.

“Teve uma testemunha que nos relatou que a própria pessoa que foi importunada falou que não tinha observado isso, que estava com a mochila na frente e tudo mais e não tinha observado”, afirmou.

A defesa também sustenta que José Carlos pode ter encostado involuntariamente em alguém por causa da lotação do ônibus.

“Ele possa ter esbarrado, no ônibus cheio, com a mochila, possa ter esbarrado involuntariamente em alguma pessoa dentro do ônibus”, afirmou o advogado.

O que diz o advogado da família?

Gilmar Francisco afirma que houve uma acusação feita dentro do ônibus e que passageiros teriam decidido fazer justiça com as próprias mãos.

Segundo ele, a família pretende acompanhar a investigação e apresentar a documentação relacionada à morte de José Carlos.

O advogado também afirma que, diante da morte do idoso, pretende acompanhar a apuração para que o caso seja analisado como homicídio.

“Nós iremos acompanhar o inquérito, juntar a certidão de óbito para que se confirme e tipifique o crime de homicídio”, afirmou.

A classificação jurídica definitiva do caso depende da investigação e da atuação das autoridades competentes.

Quantas pessoas agrediram José Carlos?

Segundo o advogado da família, quatro homens aparecem nas imagens de segurança agredindo o idoso.

As imagens, de acordo com a defesa, mostram agressões em diferentes partes do corpo, incluindo cabeça, tronco e membros superiores.

O material fornecido não informa se os quatro suspeitos foram identificados ou presos.

O que a família diz?

Após a morte de José Carlos, os familiares pedem que as circunstâncias do caso sejam investigadas.

Sandra Helena afirma que o irmão foi acusado, agredido e não teve oportunidade de se defender.

“A gente quer justiça porque foi com a sequência de negligência que culminou na morte hoje do meu irmão. Dentro de um ônibus, ele foi acusado, julgado, condenado e executado sem ter a menor chance de defesa”, afirmou.

A sobrinha também pediu que o caso não seja arquivado.

“Nós pedimos às autoridades que venham realizar todo esse processo. A gente pede justiça, pede que não seja arquivado, que seja feita mesmo a justiça”, disse.

Até o momento, a família e a defesa sustentam que José Carlos foi vítima de uma acusação injusta e de um linchamento, enquanto as circunstâncias da suposta importunação e das agressões ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

 

 

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