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Idoso acusado de importunação sexual morre após ser espancado em BH; família pede justiça

José Carlos Marques, de 72 anos, estava internado em coma desde as agressões; familiares negam a acusação e questionam o atendimento médico recebido após o espancamento

Por e 
Familiares pediram por justiça na porta do hospital onde idoso morreu
Familiares pediram por justiça na porta do hospital onde idoso morreu • Itatiaia

O idoso de 72 anos que foi acusado de importunação sexual dentro de um ônibus e espancado por quatro pessoas em Belo Horizonte morreu neste domingo (20). Ele estava internado em coma no Hospital João XXIII desde que sofreu as agressões.

José Carlos Marques estava a caminho do trabalho quando foi acusado de importunação sexual dentro de um ônibus da linha 61. Ele era aposentado mas trabalhava como manobrista em uma empresa particular de estacionamento.

Familiares da vítima negaram as acusações e afirmaram que ele nunca teve comportamentos desse tipo. Segundo a família, a própria mulher apontada como vítima também negou ter sido molestada pelo idoso.

Família pede justiça

Na porta do Hospital João XXIII, Sandra Helena Marques, irmã de José Carlos, lamentou o ocorrido e apontou uma possível negligência médica no atendimento à vítima após as agressões. Segundo ela, foram prescritos ibuprofeno e dipirona.

“Com o tamanho da lesão que ele tinha, lesões aparentes, ele estava vomitando sangue, sangue escorrendo pelos olhos, pelo nariz, e levaram ele para uma UPA onde não tem a aparelhagem necessária para poder diagnosticar a lesão que ele tinha no cérebro. E o médico não olhou na cara dele, não olhou. Porque ele diagnosticou que não tinha lesões aparentes e liberou ele com ibuprofeno e dipirona”, relatou à Itatiaia.

Dorcelina Silva, sobrinha da vítima, clamou por justiça. “Ele deixou cinco filhos, netos, bisnetos. Ele tem mulher, é casado há 25 anos. [...] Nós pedimos às autoridades que venham realizar todo esse processo. A gente pede justiça, pede que não seja arquivado, que seja feita mesmo a justiça”, disse.

O advogado Gilmar Francisco deu mais detalhes sobre a denúncia. “A própria suposta vítima não verificou a importunação, não sentiu a importunação, não presenciou. Na verdade, houve relatos de uma pessoa de dentro do ônibus que insurgiu, inflamando usuários do ônibus para que fizessem justiça com as próprias mãos, insultando o senhor José Carlos, imputando a ele um crime de extrema gravidade, de importunação”, relatou.

“Tendo em vista que o senhor José Carlos faz uso de medicamentos que possam ter levado ele à sonolência, ele possa ter esbarrado, no ônibus cheio, com a mochila, possa ter esbarrado involuntariamente em alguma pessoa dentro do ônibus, mas não houve importunação. Não há registro, não há testemunhas. O que houve foi uma acusação falsa dentro do ônibus e um linchamento em praça pública”, garantiu.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

 

 

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