Vale compra direitos de nome do Mercado Central
A mineradora Vale adquiriu os naming rights (direitos de nome) do Mercado, mas decidiu não alterar o nome de um dos principais cartões-postais da capital mineira

A mineradora Vale adquiriu os naming rights (direitos de nome) do Mercado Central de Belo Horizonte, mas decidiu não alterar o nome de um dos principais cartões-postais da capital mineira. A modalidade de negócio permite que empresas associem suas marcas a espaços públicos ou privados mediante investimento financeiro, mas, neste caso, a companhia optou por preservar a identidade histórica do mercado.
O anúncio foi feito durante a Corrida e Caminhada do Mercado Central, realizada no último sábado (5). Segundo a Vale, a iniciativa busca conciliar o investimento no espaço com a valorização de um patrimônio cultural que faz parte da história de Belo Horizonte há quase um século.
Na prática, embora tenha adquirido o direito de nomeação, a mineradora informou que o local continuará sendo chamado oficialmente de Mercado Central de Belo Horizonte.
Os recursos do acordo serão destinados a obras de infraestrutura para lojistas e funcionários, melhorias na experiência dos visitantes, ações de sustentabilidade e projetos de impacto social. O investimento também faz parte da preparação para o centenário do Mercado Central, que será comemorado em 2029.
De acordo com a administração do mercado, cerca de 15 milhões de pessoas visitam o espaço todos os anos.
"Se é importante para os mineiros, é importante para a Vale. O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização", afirmou o diretor de Comunicação e Marca da Vale, Leandro Modé.
O que são os naming rights?
Os naming rights, ou direitos de nome, são contratos em que uma empresa paga para associar sua marca ao nome de um local, evento ou equipamento por um período determinado. O modelo é comum em arenas esportivas, teatros e centros de convenções.
Em geral, esses acordos resultam na mudança do nome oficial do espaço, como aconteceu com a Neo Química Arena, em São Paulo, e a Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.
O caso do Mercado Central foge desse padrão. Mesmo com o direito de renomear o local, a Vale decidiu manter a identidade que acompanha o espaço desde sua fundação.
Investimento em cultura
Segundo a empresa, a parceria integra sua plataforma de investimentos em cultura. A Vale afirma ser, pelo quinto ano consecutivo, a maior apoiadora privada da cultura no Brasil e informa que já destinou mais de R$ 1 bilhão a projetos culturais, entre recursos próprios e incentivos previstos na Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Em Minas Gerais, a mineradora apoia iniciativas como a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o Grupo Corpo, o Grupo Galpão, o Instituto Inhotim e o Memorial Minas Gerais Vale, entre outros projetos culturais.
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