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Suspeitos são presos após denúncia de tráfico de drogas via delivery em Contagem

Polícia Militar (PMMG) encontrou porções de maconha e ecstasy em uma bolsa que estava no guarda-roupa do quarto onde três dos quatro suspeitos presos viviam

Por e , Belo Horizonte
Polícia Militar (PMMG) encontrou porções de maconha e ecstasy em uma bolsa que estava no guarda-roupa do quarto onde três dos quatro suspeitos presos viviam • Divulgação / PMMG

Quatro pessoas foram presas por tráfico de drogas, nesta segunda-feira (27), depois que a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi atrás de uma denúncia no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os militares encontraram porções de maconha e ecstasy em uma bolsa roxa que estava no guarda-roupa do quarto onde três dos quatro suspeitos presos viviam.

De acordo com a corporação, ao chegar na casa, eles se depararam com duas senhoras, a mãe, de quase 90 anos, e a filha, na casa dos 60. As idosas disseram não saber do que se tratava a denúncia, mas que a neta, de 19 anos, morava em um quarto da casa, junto do namorado, de 21, e um amigo, de 19.

Segundo a polícia, o rapaz de 21 anos disse que ele era o responsável, e que entrou em um esquema de tráfico por estar se recuperando de uma facada. Ele contou que recebia as encomendas pelas redes sociais e fazia as entregas das drogas a pé na região.

Ainda conforme o indivíduo, a namorada dele e o amigo não sabiam do crime. Mais tarde, os PMs prenderam um quarto suspeito, de 26 anos, que seria o fornecedor das drogas. Com ele, em um endereço também no bairro Eldorado, os policiais encontraram mais porções de drogas.

Em entrevista à Itatiaia, o suspeito, de 19 anos, contou que não sabia que o namorado da amiga vendia drogas. Ele relatou ter ido morar na casa dela após ser expulso de casa por não passar o ano novo com a família.

“Eu morava em Nova Lima e eu mudei pra cá. E eu comecei a fazer faculdade, só que aí eu deixei a faculdade para poder ajudar eles a cuidar do – namorado da amiga –, porque ele tava com mais de quase cinquenta pontos na barriga e tomou seis facadas nas costas. Eu vim pra ajudar eles e eu não sabia sobre isso, não sabia nada, morava juntos mas eu não sabia, nunca vi isso lá dentro”, relatou o suspeito.

Por outro lado, o terceiro sargento do 39° Batalhão Anderson de Castro Soares questionou a alegação do rapaz. De acordo com ele, o cheiro do quarto era bem característico, o que torna impossível alguém morar no ambiente sem ter noção da prática.

“Difícil não saber, o cheiro é bem característico, para fazer o preparo da droga requer certa... Ele tem que manusear na frente deles, dificilmente… eles não trabalham, não estudam, então, eles ficam no quarto o tempo todo. Como ele não ia ver nada? E toda hora o cara saindo, e o cara como eles falaram que o cara tava debilitado, tava ali pra se recuperar… ver um cara debilitado toda hora saindo para entregar a droga é meio complicado”, analisou o militar.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo