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Mulher que matou o marido em Ibirité revela histórico de agressões: 'Me defendi'

Andréia Alves da Silva foi ouvida e liberada pela Polícia Civil; caso ocorreu nesse domingo (26) no bairro Serra Dourada

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Mulher que matou o marido em Ibirité revela histórico de agressões: 'Me defendi'
Mulher que matou o marido em Ibirité revela histórico de agressões: 'Me defendi' • Amanda Antunes/ Itatiaia e Imagens cedidas

A Itatiaia entrevistou nesta segunda-feira (27) Andréia Alves da Silva, de 46 anos. Ela foi detida, ouvida e liberada pela polícia sob a suspeita de matar o marido em Ibirité, na Grande BH, nesse domingo (26).

Andréia relatou que pegou a faca para se defender do homem enquanto era agredida: "Ele me socou muito. Estava me batendo muito. Aí eu corri para a cozinha e peguei a faca".

Durante a entrevista à Itatiaia, a mulher estava com ferimentos e hematomas na cabeça. "Todo final de semana ele me batia. Era só ele beber que ele começava a me bater e me chamar de puta, me chamar de velha", disse.

As agressões ocorreram novamente nesse domingo. Andréia e o marido, identificado como Adalberto Ribeiro, de 42 anos, estavam em casa, no bairro Serra Dourada, quando a violência começou no quarto.

"Eu arrastando até na sala e corri. E fui pra cozinha. Na hora que eu cheguei na cozinha, ele queria me bater mais. Aí, pra me defender, eu fui lá e peguei a faca", detalhou.

Andréia relatou que Adalberto "era um príncipe" no início do relacionamento, mas que começou a ficar agressivo há cerca de oito anos. Ela denunciou o marido e chegou a encerrar a relação, mas reatou após acreditar que ele mudaria.

"Nunca deixe um homem te bater. Nunca. Nós somos guerreiras. Eu fui errada de ter voltado, porque eu tenho meus filhos e eu tenho duas filhas com TEA [Transtorno do Espectro Autista], mas nunca deixam um homem bater em vocês", disse.

A mulher acredita que, caso não se defendesse, poderia ter morrido nesse domingo: "Não era a família dele que estaria chorando. Era a minha que estaria chorando, e meus filhos também. Eu só me defendi".

Em nota, a Polícia Civil (PCMG) confirmou que Andréia Alves da Silva foi liberada após ser ouvida e que o caso está sob investigação. "Ela segue sendo investigada e o inquérito policial segue em tramitação a cargo da Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios em Ibirité", afirmou a instituição.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.