Suspeito de participar de espancamento de PM em boate em Contagem se entrega
Policial militar foi espancado por grupo de cinco homens; um continua foragido

Rafael Arthur dos Santos, suspeito de participar do espancamento de um policial militar em uma boate em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH, se entregou em uma companhia da Polícia Militar (PM), nessa segunda-feira (7). Ele estava acompanhado por um advogado.
No último sábado (4), a Justiça de Contagem pediu a prisão preventiva de Rafael e de Paulo Henrique Rodrigues Pedrosa, que segue foragido. Outros três homens já tinham sido presos.
Imagens do circuito interno da boate localizada na Via Expressa, no bairro Água Branca, mostram o cabo da Polícia Militar (PM) sendo espancado pelo grupo de cinco homens. As agressões ocorreram na madrugada de sexta-feira (3) e deixaram o militar gravemente ferido.
Entenda o que aconteceu
O militar, que estava de folga no dia da agressão, chegou na boate, onde algumas mulheres oferecem serviços sexuais, acompanhado por amigos. A confusão começou na área reservada para fumantes e se estendeu até o estacionamento. Instantes depois, o policial voltou sozinho para dentro da boate e começou a ser espancado pelo grupo.
"Um dos companheiros do colega desse PM teria tentado ficar com duas profissionais que trabalham nessa casa noturna e elas não ficaram satisfeitas. Ele insistiu nisso e pessoas que já estavam com elas começaram a agredir esse companheiro na área do fumódromo da boate", explica o comandante do 39º batalhão da Polícia Militar, coronel Assunção.
"Depois que a confusão já tinha acabado, o PM volta para o interior da boate e é agredido injustamente por essas pessoas envolvidas na confusão. Três pessoas são os autores que agrediram o policial militar. Dois autores que participaram das agressões foram identificados, mas ainda não foram localizados pela polícia, que se encontra em rastreamento", completa.
Ainda, o coronel explica que a ocorrência não tem relação com o serviço policial. "Ele estava lá como um frequentador da casa, não estava de serviço. Eles não sabiam da condição de policial militar dele", explica.
Com informações do repórter Oswaldo Diniz e Maria Clara Lacerda
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
