Belo Horizonte
Itatiaia

Suspeito de integrar facção da Pedreira Prado Lopes é preso durante operação em BH

Homem conhecido como "Juninho Gambá" é apontado como responsável pela logística da organização criminosa Beco do Fia e investigado por homicídios na região

Por
Homem conhecido como "Juninho Gambá" • Reprodução

Um homem apontado como integrante de uma das principais organizações criminosas que atuam na Pedreira Prado Lopes (PPL), na Região Noroeste de Belo Horizonte, foi preso pela Polícia Militar nesta sexta-feira (13). Marcelo, conhecido no meio criminoso como "Juninho Gambá", era considerado um alvo prioritário das forças de segurança.

Segundo a PM, ele é responsável pela logística da facção conhecida como Beco do Fia e também é suspeito de envolvimento nas mortes dos irmãos Nathan e Lier, lideranças da organização rival Maloquinha.

De acordo com o tenente Tairane, do 34º Batalhão da Polícia Militar, a prisão ocorreu após trabalho de inteligência realizado durante a Operação Cerco Fechado.

"Nós recebemos informações sobre o paradeiro desse indivíduo e, a partir do levantamento dessas informações, conseguimos localizá-lo na residência da mãe dele. Havia contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal do Júri relacionado a um homicídio ocorrido no ano passado", explicou o militar.

A corporação destacou a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas.

"Estamos ocupando a Pedreira Prado Lopes e levantando diversas informações. As denúncias recebidas são fundamentais para chegarmos ao paradeiro de lideranças criminosas, como aconteceu neste caso", afirmou o tenente.

Operação continua na comunidade

A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide, esteve na Pedreira Prado Lopes na manhã desta sexta-feira em sua primeira visita à comunidade desde que assumiu o comando da corporação.

Segundo ela, a Operação Cerco Fechado segue mobilizando efetivos em todo o estado com o objetivo de combater o avanço de organizações criminosas.

"O nosso objetivo não é apenas acompanhar a execução da operação, mas também ouvir os policiais que estão trabalhando e a comunidade que recebe essas ações. Esse retorno é extremamente importante para nós", afirmou.

A comandante reforçou que o governo estadual não permitirá que grupos criminosos exerçam controle territorial em Minas Gerais.

"As forças de segurança estão atuando com toda a força do Estado. Em Minas Gerais não haverá tomada de território. Esse é o recado que está sendo dado. Somente pela Polícia Militar, mais de 10 mil policiais já foram empregados diuturnamente na operação", destacou.

Reforço durante jogos do Brasil

O comandante do Policiamento da Capital, coronel Ralf, também acompanhou as ações na Pedreira Prado Lopes e informou que haverá reforço do policiamento em Belo Horizonte durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Segundo ele, bares, restaurantes, praças e outros locais tradicionalmente utilizados para transmissões coletivas das partidas terão atenção especial.

"Nós já identificamos esses pontos e teremos reforço do policiamento. Sem perder de vista o policiamento preventivo de rotina, também estaremos atentos às estações de metrô, pontos de ônibus e demais locais com grande circulação de pessoas para garantir a segurança da população", afirmou.

A Operação Cerco Fechado segue em andamento na capital e em outras regiões do estado, com foco no combate ao crime organizado e na prisão de lideranças criminosas.

Por

Jornalista em formação pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Integra a equipe da Itatiaia desde 2024 com foco na editoria Minas Gerais.