Um boletim de ocorrência registrado por uma ex-namorado de João Bráulio Faria de Vilhena Filho, de 33 anos, indica que ele perseguiu e também agrediu fisicamente a mulher de 22 anos, em setembro de 2025. Na ocasião, o suspeito teria afirmado: “Se for minha, não será de mais ninguém” .
O economista foi
O antigo caso
A ex-companheira de 22 anos, manteve relacionamento com o economista por cerca de 3 meses. Ela tinha uma medida protetiva contra João, válida de setembro até o fim de novembro de 2025, alegando ter sido vítima de socos, tapas, chutes, puxões de cabelo e estrangulamento.
No boletim de ocorrência, ao qual a Itatiaia teve acesso, a vítima relatou que, após o término, passou a ser alvo de ameaças e comportamentos persistentes motivados por ciúme excessivo.
De acordo com o registro, o suspeito teria afirmado: “Se for minha, não será de mais ninguém”. O documento também descreve que o homem teria passado a persegui-la e vigiá-la nos locais que ela costuma frequentar.
Ainda segundo o boletim, a vítima foi proibida de visitar familiares e amigos. O registro aponta ainda o envio insistente de ligações, mensagens de celular e e-mails, além de outros comportamentos associados a ciúme excessivo.
A empresária e influenciadora Pollyana Pilar denunciou ter sido vítima de agressões físicas, ameaças de morte, violência psicológica e sexual cometidas pelo então companheiro, João Bráulio Faria de Vilhena Filho
Um documento do Ministério Público indica que a medida protetiva foi revogada em novembro de 2025, sob a justificativa que “a situação de risco que ensejou a aplicação das medidas cautelares inexistem no presente momento”.
Pollyana Pilar, de 25 anos, segunda vítima do economista, disse em entrevista à Itatiaia que tinha conhecimento das agressões e chegou a entrar em contato com a mulher de 22 anos: “Quando eu consegui contato com ela, ela falou que ele a espancou três vezes, e jogou ela da escada e tentou asfixiá-la”, declarou.
Nova agressão
A empresária Pollyana Pilar, de 25 anos, afirma que o relacionamento com João começou no fim de 2025. Os dois moram no mesmo prédio, em Nova Lima, na Grande BH.
Após as festas de ano novo, na madrugada da quinta-feira (1°), de acordo com um boletim de ocorrência, João agrediu a então companheira. “Quando ele fez isso comigo, logo que a gente chegou em casa, eu me lembrava do relato dela (ex, de 22 anos) e pensei que eu ia morrer”, relembrou.
Segundo ela, tudo aconteceu durante a madrugada, o economista teria ficado irritado com Pollyana, que queria ir embora da festa. Ainda segundo ela, o companheiro tinha bebido.
De acordo com o B.O, dentro do carro, o economista teria xingado e obrigado ela a dormir em seu apartamento. Um vídeo de circuito de segurança mostra os dois discutindo enquanto Pollyana tenta deixar o andar do economista.
Vídeo mostra empresária de BH antes de ser espancada por ex-companheiro na noite de Ano Novo
— Itatiaia (@itatiaia) January 2, 2026
📽️Imagens cedidas pic.twitter.com/6Hv1Rw8xJK
No local, João teria forçado relações sexuais com Pollyana.
Na tentativa de ir para casa, Pollyana se levantou e abriu o guarda-roupa, neste momento uma peça se soltou do móvel, o que segundo ela, deu início às agressões. “Me pegou e me jogou no chão, eu dei uma cambalhota no ar. Ele gritou: ‘Você é uma puta, você é um lixo, sua família é um lixo, esse vestido é um lixo”, contou.
Ele então teria reiterado que ela só poderia sair após consertar a peça do guarda-roupa. Ainda de acordo com o depoimento, o agressor continuou a gritar e a ameaçá-la. “Ele dizia: ‘Grita, liga para a polícia, ninguém vai te salvar. Se você gritar, eu subo três andares e faço com a sua avó de 82 anos o mesmo que estou fazendo com você", relatou.
Com medo, ela passou a gritar por socorro e se refugiou na guarita do prédio, orientada por um porteiro. O funcionário acionou a polícia duas vezes. Na segunda ligação, segundo a vítima, o porteiro teria alertado que uma tragédia poderia acontecer caso a viatura não chegasse rapidamente.
Pouco depois, o agressor deixou o local de carro e enviou mensagens afirmando que iria tentar contra a própria vida.
A vítima foi encaminhada a um hospital, onde passou por exames de imagem e recebeu medicação. Ela relata dores intensas no braço e na coluna. O suspeito não foi preso em flagrante porque deixou o local antes da chegada da polícia e não atendeu aos chamados feitos por policiais e familiares da vítima.
Investigação
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que “apura as circunstâncias do caso de violência doméstica registrado pela Polícia Militar na data de ontem (1/1), no município de Nova Lima. Até o momento, não houve conduzidos à delegacia. Outras informações poderão ser repassadas à imprensa após os procedimentos de polícia judiciária”.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.