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Supermercado é condenado a pagar R$ 10 mil para funcionária vítima de ofensas racistas

Órgão considerou que a empresa foi omissa por não agir adequadamente para proteger a empregada

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Racismo em OP
Racismo em OP • Unsplash

Um supermercado de Minas Gerais foi condenado pelo Tribunal Regional do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 10 mil a uma funcionária que sofreu discriminação no ambiente de trabalho. O órgão considerou que a empresa foi omissa por não agir adequadamente para proteger a empregada. A vítima chegou a denunciar ao gerente do estabelecimento que era apelidada por um colega com termos, como "escurinha", "neguinha" e "resto de asfalto".

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Contudo, a juíza Luciana Nascimento dos Santos, alegou que a situação constituía injúrias raciais graves e que feriram a dignidade da profissional. Ela também considerou que o supermercado foi omisso ao tratar o caso como algo trivial.

“Importante destacar que a discriminação racial, independentemente do dolo do agente e da susceptibilidade psicológica da vítima, é uma agressão grave, que fere direitos de personalidade e causa dano in re ipsa, sobretudo em uma análise do caso sob perspectiva de gênero, considerando que a autora, uma mulher negra, se insere em grupo vulnerável e historicamente discriminado, o que torna ainda mais grave a omissão patronal, circunstância que deve ser considerada no arbitramento da indenização", considerou a magistrada.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento