Spray no futebol: mineiro projeta receber da Fifa equivalente ao maior prêmio da Mega-Sena em 2024
Heine Allemagne calcula indenização de US$ 40 milhões

Criador do spray utilizado em jogos de futebol, o mineiro Heine Allemagne projeta receber da Fifa US$ 40 milhões (na cotação atual, R$ 205 milhões). Na última terça-feira (14), Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que a entidade máxima do futebol mundial agiu de má-fé com Heine Allemagne ao impedir o mineiro de negociar sua patente. A indenização deve ser feita à empresa dele, a Spuni Comércio de Produtos Esportivos.
O valor da indenização projetada por Heine é basicamente o mesmo pago no concurso 2.696 da Mega-Sena, realizado no dia 5 de março e que pagou R$ 206.475.189,75 para um bolão de Goiânia-GO. Foi o maior prêmio de 2024 e o quarto na história da loteria. Os números sorteados foram 04 - 13 - 18 - 39 - 55 – 59.
Em 2019, a Fifa pediu à Justiça Brasileira que a patente do spray fosse anulada, com a alegação de que o brasileiro não havia inventado o produto.
“Esse projeto começou na Taça BH, em que o América se fez campeão com um gol de falta, aos 45’ do segundo tempo, provando que essa ferramenta poderia ser decisiva e até mesmo decidir uma final de Copa do Mundo. À época, o Osmar Camilo era o presidente da arbitragem de Belo Horizonte e recepcionou esse projeto como uma experiência para o futebol e veio ganhando o mundo”, afirmou.
De acordo com o mineiro, a decisão do STJ simboliza uma goleada contra a Fifa.“Essa vitória não representa somente 23 anos de luta, representa ter vencido na parte técnica, porque o spray revolucionou o futebol mundial. Significa ter vencido a Fifa, que tentou anular as patentes e questionar quem seria o inventor. Eu venci a Fifa. É uma decisão, é o que chamo de final da Copa. A vitória veio com o reconhecimento completo, foi 5 a 0 em cima da Fifa. Foi muita perseverança”, completou.
“São dois cases: a introdução de uma ferramenta que revolucionaria o futebol mundial e, ao mesmo tempo, um case jurídico. Uma vitória de Davi contra Golias. Estou feliz pelo reconhecimento na justiça da invenção. Dentro de campo, da utilidade dessa ferramenta que ajuda a arbitragem no momento decisivo. Importante frisar que isso restabelece a segurança jurídica. Patente é uma coisa muito séria e o direito de propriedade tem que ser respeitado. Vencemos algo histórico no futebol mundial”, encerrou.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.
Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.




