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Sindicato denuncia precariedade em delegacia de MG e falta de investigadores

Sindpol-MG fez uma visita técnica em Delegacia Regional de Ponte Nova, na Região da Zona da Mata de Minas Gerais, e verificou apenas 28 profissionais para atender 14 cidades

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Divulgação / Sindpol-MG

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG) denunciou precariedade nas condições de trabalho na Delegacia Regional de Ponte Nova, na Região da Zona da Mata de Minas Gerais. A entidade constatou celas sem vasos sanitários, sobrecarga de trabalho e redução de 23 investigadores desde 2020. Ainda segundo o órgão, a unidade conta com apenas 28 profissionais para atender 14 cidades.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que as condições estruturais da Delegacia Regional de Ponte Nova, eventuais intervenções e adequações são tratadas no âmbito administrativo competente, considerando as necessidades identificadas e as providências cabíveis.

“Da mesma forma, a distribuição de novos profissionais observará os critérios administrativos estabelecidos e as necessidades institucionais, conforme o planejamento da PCMG”, disse.

Ainda segundo a instituição, a distribuição e a designação do efetivo são realizadas conforme o interesse, a necessidade e a conveniência da Administração Pública. Eles informaram que realizam o planejamento da distribuição de seus recursos humanos de acordo com as necessidades do serviço.

“No que diz respeito à recomposição do efetivo, o Governo de Minas nomeou, recentemente, delegados, investigadores, escrivães, peritos criminais e médicos-legistas. As novas nomeações integram as medidas de fortalecimento da instituição e ampliação da capacidade de atendimento à população”, disse.

A instituição ressaltou que integra o projeto estratégico Sedes Novas, voltado à modernização de suas unidades. “Desde 2019, centenas de unidades policiais foram reformadas ou inauguradas em Minas Gerais, com o objetivo de proporcionar melhores condições de trabalho aos servidores e aprimorar o atendimento à população”, afirmou.

Celas sem vasos sanitários

De acordo com o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), entre as situações mais preocupantes identificadas na vistoria está a condição das celas destinadas à custódia dos presos. A entidade ressaltou que alguns espaços não possuem vasos sanitários.

Com isso, são utilizados buracos no chão para as necessidades fisiológicas. O sindicato explicou que, quando são utilizados, o mau cheiro se espalha pelas delegacias, o que expõe tanto policiais, servidores e pessoas custodiadas a um “ambiente incompatível com as condições adequadas de higiene e dignidade”.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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