Servidores da educação de BH mantêm greve e marcam nova assembleia para terça (26)
Professores se reuniram nesta sexta-feira (22) na Praça da Estação, no hipercentro de Belo Horizonte, para discutir os rumos da paralisação que já dura 25 dias

A categoria dos trabalhadores da educação de Belo Horizonte decidiu, nesta sexta-feira (22), pela continuidade da greve que já dura 25 dias. Os profissionais se reuniram na Praça da Estação, no hipercentro da capital mineira. A classe reivindica pela recomposição salarial com base no piso salarial da educação, cerca de 5,4%.
De acordo com a diretora do Sind-Rede, Carol Pasqualini, as tratativas com a administração municipal e com a Secretaria Municipal de Educação (Smed) não avançaram.
“Os trabalhadores deliberaram pela continuidade da greve, uma vez que, depois de sair de uma reunião de negociação, onde o secretário de Planejamento e a secretária de Educação informaram que teria uma nova reunião, eles não cumpriram, e a secretária ontem encerrou as negociações por meio de ofício”, contou.
Uma nova assembleia foi marcada para a próxima terça-feira (26), às 14h. “Esperamos que o governo reabra as negociações”, afirmou.
A Itatiaia entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Na última terça-feira (19), quando um outro encontro da categoria havia sido realizado, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que "não procede a afirmação de que a PBH não valoriza a educação".
"A Prefeitura de Belo Horizonte reforça o respeito e valorização aos servidores da educação, sempre alinhados à responsabilidade fiscal e ao compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população", destacou.
A administração municipal também apontou para a proposta de reajuste geral de 4,11% para todos os servidores efetivos, retroativos a 1° de maio deste ano. “Somado ao reajuste de 2,40% concedido em janeiro de 2026, o índice total chega a 6,61%”, escreveu.
As reivindicações dos professores
Entre as principais reivindicações da classe está a recomposição salarial com base no piso nacional da educação, que gira em torno de 5,4%. Segundo os professores, a PBH tem sinalizado um reajuste que gira entorno de 4,11%.
Além disso, a classe pede também por melhores condições de trabalho. Os professores reclamam de falta de profissionais nas escolas, cortes de até 50% nas verbas, privatização do serviço do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e terceirização do trabalho docente na Educação Infantil.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.




