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Secretaria de Saúde de MG diz acompanhar suspensão da vacina contra dengue

Em nota, SES MG afirmou que aguarda recomendações do Ministério da Saúde após suspensão de imunizante

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Cerca de 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia, segundo o Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fará monitoramento especial de vacinados após suspensão da vacina do Butantan contra dengue e SES MG afirma que acompanhará • Reprodução

A Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES MG) afirmou que acompanha as recomendações do Ministério da Saúde após a suspensão da vacina contra dengue fabricada pelo Butantan. A medida foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (8), e tem caráter preventivo, enquanto a pasta investiga os casos de reações adversas graves registrados após a imunização.

Em nota, a SES MG orientou que os serviços de saúde possam reforçar a vigilância de pacientes que foram expostos ao imunizante. Os casos mais graves devem ser priorizados e receber encaminhamento adequado para o caso.

“As pessoas que receberam a vacina do Butantan devem observar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente”, diz a nota.

Além disso, o comunicado informa ainda que a Qdenga, vacina contra a dengue produzida pela farmacêutica Takeda, não teve sua aplicação suspensa. “É importante ressaltar que o imunizante da Qdenga, utilizado desde 2024, e destinado prioritariamente a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, considerando as duas doses do esquema vacinal não está suspenso”, elucida a nota.

Entenda o caso

A vacina produzida pelo Instituto Butantan vinha sendo aplicada em profissionais da Atenção Primária à Saúde em diversas regiões do Brasil e também em projetos específicos realizados em municípios como Nova Lima (MG), Botucatu (SP) e Maranguape (CE), além da região de Araguaína, no Tocantins.

Ao anunciar a decisão, Padilha afirmou que a prioridade é garantir a segurança da população e reforçou que a medida segue um princípio fundamental da saúde pública: "A nossa decisão neste momento é descontinuar de forma temporária a atual estratégia de vacinação com a vacina da dengue do Butantan no país. Essa descontinuidade tem um objetivo: primeiro, uma ação de precaução que deve sempre guiar quem respeita a vida e quem respeita a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação."

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia. Nesse universo, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas à vacinação, o equivalente a cerca de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas.

Entre os registros, houve três casos graves, dos quais dois evoluíram para óbito. No entanto, o ministro ressaltou que, até o momento, não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e os casos graves ou as mortes: "Não existe, até este momento, dado suficiente para estabelecer uma causalidade entre a vacina e esses óbitos. Mas é um sinal de alerta para o sistema de vigilância, junto com os 42 casos registrados, que nos recomenda a descontinuidade temporária da atual estratégia de vacinação até que se concluam todas as investigações necessárias."

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.