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'Se o intuito era roubar, não tinha necessidade de matar', diz sobrinho de casal morto em BH

Diarista Paola Stefany Neto Cirino foi presa nessa quarta (1º) suspeita de matar Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio

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'Se o intuito era roubar, não tinha necessidade de matar', diz sobrinho de casal morto em BH
'Se o intuito era roubar, não tinha necessidade de matar', diz sobrinho de casal morto em BH • Imagens cedidas

Henrique Maciel, sobrinho dos idosos mortos pela diarista no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, afirmou nesta quinta-feira (2) que a família está aliviada com a prisão da suspeita.

Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa na noite dessa quarta-feira (1º) em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.

A diarista é apontada como a autora do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

Os idosos foram mortos nessa segunda-feira (29), e os corpos foram encontrados nessa terça (30).

Em entrevista à Itatiaia, o sobrinho das vítimas falou sobre a indignação da família: "Se o intuito era roubar, não tinha necessidade de matar tanto a minha tia quanto o meu tio".

Diarista 'queria matar também', diz delegado

Gustavo Barletta, delegado do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), informou que a diarista relatou que não se contentou apenas em furtar pertences das vítimas.

"Em todos os momentos, ela disse que teve um surto psicótico e que nunca fez isso com ninguém. Ela se demonstra, pelo menos aparentemente, muito arrependida. E está muito chorosa. Fala que destruiu a sua vida, destruiu a vida das pessoas e não sabe informar por qual motivo fez isso", afirmou.

"Ela somente diz que surtou. Ela usa essa palavra e diz que algumas vozes estavam determinando que ela matasse aquelas duas pessoas. Mas perguntei: 'Por que você não se satisfez somente com a subtração?' Ela respondeu que não estava satisfeita. 'Eu queria matar eles também'", acrescentou.

Defesa da diarista se posiciona

Em vídeo enviado à Itatiaia, o advogado de defesa de Paola, Bruno Correia, destacou que as ações da defesa serão devidamente apresentadas ao longo do processo.

"Respeitando os terceiros envolvidos nessa futura ação penal, os familiares e também as vítimas, para que, dessa forma, a defesa possa fazer o seu trabalho da melhor forma possível e garantir que a ampla defesa e o contraditório sejam devidamente respeitados ao longo do processo penal", disse.

Ele ainda informou que vai avaliar se pedirá exame de insanidade mental da diarista.

"Nós faremos um estudo muito responsável e técnico dessa documentação [laudo de saúde mental] para verificar se, ao longo da ação penal, nós formalizaremos algum pedido de insanidade mental da mesma", afirmou o advogado.

 

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).