Réu por matar mulher e forjar acidente de carro em Minas vai a júri popular
Alison de Araújo Mesquita é acusado de feminicídio e fraude processual

Alison de Araújo Mesquita, réu por matar a companheira Henay Rosa Gonçalves Amorim e forjar um acidente de carro para encobrir o crime, vai a júri popular. Ele foi pronunciado pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante de Belo Horizonte.
A magistrada também manteve a prisão preventiva do acusado.
O crime ocorreu em 14 de dezembro de 2025. A investigação apurou que a mulher foi morta durante a madrugada em um apartamento no bairro Nova Suíça, na Região Oeste de Belo Horizonte. Pela manhã, Alison provocou o acidente no km 90 da rodovia, em Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais.
O réu foi denunciado pelo crime de feminicídio com as qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.
Como foi o crime?
Segundo o delegado Flávio Destro, chefe do 7º Departamento de Polícia Civil, o crime começou no dia 13 de dezembro, noite anterior ao acidente e flagra no pedágio, no dia 14 de dezembro. Durante uma discussão, Alison asfixiou Henay até a morte. Imagens de câmeras de segurança do edifício — as quais o suspeito, por ser síndico, acreditava controlar — registraram o momento em que ele arrastou o corpo da mulher, enrolado em um colchão, até a garagem.
Alison colocou o cadáver de Henay no banco do motorista e assumiu a direção do veículo posicionado no banco do passageiro. "Ele sabia o que fazia. Conseguimos recuperar imagens de uma câmera interna do apartamento que ele tentou ocultar, mostrando agressões anteriores", afirmou o delegado.
O principal flagra ocorreu em uma praça de pedágio na MG-050. Uma funcionária estranhou o fato de a mulher no banco do motorista estar completamente imóvel. Ao questionar se precisavam de ajuda, Alison, visivelmente nervoso e com arranhões no rosto, afirmou que a namorada apenas passava mal e arrancou com o carro.
Nove minutos depois, no km 90, o investigado lançou o veículo propositalmente contra um micro-ônibus de turismo. A perícia técnica, no entanto, foi contundente: a necropsia revelou que Henay já estava morta antes do impacto, apresentando sinais de esganadura e asfixia.
Alison foi preso em flagrante durante o velório de Henay, após policiais notarem as marcas de unhas em seus braços e rosto — sinais de que a vítima lutou pela vida.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.





