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Reconfiguração do Samu em BH não vai afetar atendimento, afirma diretora

Responsável pela Diretoria de Atenção às Urgências da Secretaria Municipal de Saúde de BH, Renata Mourão concedeu entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (4)

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Guilherme Dardanhan/ ALMG

A nova reconfiguração das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte não irá comprometer o atendimento à população na capital mineira. É o que garantiu a responsável pela Diretoria de Atenção às Urgências da Secretaria Municipal de Saúde de BH, Renata Mourão, em entrevista nesta segunda-feira (4).

A reconfiguração das equipes do Samu entrou em vigor na última sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador. Conforme Mourão, com o fim do vínculo de 33 profissionais de enfermagem, que estavam com contratos temporários desde a pandemia da Covid-19, o município passou a ter 12 unidades do Samu conforme a Portaria nº 2.048 (com médico e enfermeiro) e dez unidades com incremento de um técnico.

“O que precisa ficar claro é que a gente acompanha a volumetria e o perfil dos atendimentos, e isso nos permite fazer adequações conforme a portaria do Ministério da Saúde”, destacou Mourão. Segundo ela, a principal demanda do Samu em Belo Horizonte é de atendimentos clínicos. “Essas equipes com incremento de um técnico são destinadas justamente para os casos de trauma, que hoje representam 28% da demanda, e de parada cardiorrespiratória, com 1,3%”, acrescentou.

Dados da Diretoria de Atenção às Urgências e Emergências da SMSA apontam que o tempo de resposta de atendimento do Samu na capital mineira é de 22 minutos. O período considera desde o empenho até a chegada ao local. Conforme Mourão, o tempo de resposta não irá aumentar, mesmo com o fim dos contratos temporários desses profissionais.

“Reforço que o que estamos fazendo é uma reorganização em todo o serviço. Quando a gente fala em tempo de resposta, temos que pensar em tudo: no volume de empenho, na ambulância disponível, no intervalo de almoço do funcionário”, justificou. Ainda segundo ela, a reorganização não impedirá a mobilização de uma ou mais unidades para o atendimento. “No final de semana, tivemos três unidades empenhadas para um mesmo acidente. Muita gente criticou, mas eram quatro vítimas em situação de queda. O empenho dessas ambulâncias iria se manter mesmo se a configuração das equipes fosse a antiga”, destacou.

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