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Receita de farofa criada em escola de BH é finalista de concurso nacional

Prato com ora-pro-nóbis preparado por cantineira da rede municipal conquistou espaço entre centenas de inscritos

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Marina de Fátima da Cunha Reis, da Escola Municipal Sebastiana Novais, na região Norte de BH. • Ana Clara Maforte | PBH

Uma receita simples, feita dentro da rotina da alimentação escolar e com um ingrediente tradicional da culinária mineira, colocou uma escola municipal de Belo Horizonte em destaque nacional. A farofa de ora-pro-nóbis feita pela cantineira Marina de Fátima da Cunha Reis, da Escola Municipal Sebastiana Novais, na regional Norte da cidade, está entre as finalistas da terceira edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

A farofa foi selecionada entre as cinco representantes mineiras classificadas para a etapa final do concurso. Ao todo, Minas Gerais registrou 408 receitas inscritas nesta edição, sendo 11 delas produzidas por escolas municipais e unidades parceiras da capital mineira. A votação popular foi aberta em 15 de maio e segue até 30 de maio para definir as receitas vencedoras em todo o país.

Além do reconhecimento nacional, a disputa também prevê investimento direto nas escolas. As cozinheiras responsáveis pelas receitas vencedoras receberão prêmio em dinheiro, enquanto as unidades de ensino contempladas terão recursos destinados à modernização das cozinhas e compra de equipamentos. As receitas selecionadas ainda integrarão um e-book nacional que será apresentado durante cerimônia do projeto Alimentação Escolar Nota 10.

O elemento central da receita é o ora-pro-nóbis, planta tradicional da gastronomia mineira conhecida pelo valor nutricional. Na escola, ela é ainda mais especial. O ingrediente não chega pronto, na verdade, ele é cultivado na própria horta escolar e integra atividades que conectam alimentação, educação e aproximação das crianças com o cultivo dos alimentos.

Segundo relato da cantineira à Prefeitura de Belo Horizonte, o uso dos ingredientes produzidos na escola já faz parte da rotina das refeições. O envolvimento dos estudantes no cuidado e na colheita também passou a fortalecer o interesse pela culinária e pelos hábitos alimentares. De acordo com Marina, a farofa se tornou uma das preparações preferidas dos alunos, e muitas crianças demonstram interesse em levar mudas da planta para casa.

A experiência agora deve ultrapassar os limites da unidade escolar. Conforme informado pela administração municipal, a receita será incorporada ao cardápio geral da alimentação escolar de toda a rede municipal no próximo mês. O Programa Municipal de Alimentação Escolar de Belo Horizonte serviu, apenas em 2025, mais de 79 milhões de refeições e alcançou 622 unidades próprias e parceiras. Os cardápios são elaborados por nutricionistas como foco em segurança alimentar e formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.