Qual é o estado de saúde de Luiz Phillipi Mourão, o ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro

Luiz Phillipi Mourão, o ‘Sicário’, está internado na UTI do Hospital João XXIII após tentar se enforcar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais

Mourão, ‘sicário’ de Daniel Vorcaro, estava na UTI em protocolo de morte encefálica

O quadro de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro, piorou bastante nesta sexta-feira (6), na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Conforme apurou a Itatiaia, o paciente apresentou hipertermia (aumento da temperatura corporal acima de 40 °C) e infecção grave.

Sicário está em protocolo de morte encefálica.

Segundo o Ministério da Saúde, “a morte encefálica é a morte de fato, compreendida pela perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, definida pela cessação das funções corticais e do tronco encefálico ou tronco cerebral. Quando isso ocorre, a parada cardíaca será inevitável e, embora ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não acontecerá sem ajuda de aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica caracteriza a morte de um indivíduo”.

‘Sicário’ foi internado no Hospital João XXIII na quarta-feira (4), às 17h56, após tentar suicídio na cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais, na capital mineira. A Itatiaia apurou que ele tentou se enforcar com uma camisa. Apesar de ter sido atendido durante a custódia, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão ficou sem oxigenação no cérebro por cerca de 30 minutos.

Mourão foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4) pela manhã, na esteira da operação Compliance Zero, por ser apontado nas investigações como um líder de equipe de capangas que trabalhavam para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

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A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), gestora do Hospital João XXIII, não fez nenhuma atualização oficial do quadro de saúde de Sicário.

A Polícia Federal comunicou a tentativa de suicídio de Mourão ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master. Segundo a corporação, os registros em vídeo que mostram a dinâmica do episódio foram encaminhados ao ministro.

A PF também informou que abrirá um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência.

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‘Sicário’ de Vorcaro

Mourão havia sido preso na operação realizada nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro André Mendonça. Ele era investigado por atuar no monitoramento de adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e por planejar ações violentas contra pessoas consideradas desafetas do empresário.

Na decisão que autorizou a prisão, Mendonça descreveu Mourão como responsável por atividades de obtenção de informações sigilosas, vigilância de alvos e “neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, ele recebia pagamentos mensais de cerca de R$ 1 milhão.

As apurações também citam mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que havia publicado reportagens críticas ao banqueiro. Em uma das conversas, Vorcaro sugere que o jornalista fosse seguido. Em outra, afirma que queria que ele fosse agredido em um suposto assalto.

A Polícia Federal investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.

Conforme a investigação, o grupo coordenado por Mourão - identificado nas comunicações como “Sicário” - seria responsável por organizar uma estrutura dedicada ao monitoramento de pessoas e à obtenção de informações sensíveis.

O que diz a defesa?

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Mourão, assinada pelo advogado Robson Lucas da Silva, ele e o cliente mantiveram contato ao longo desta quarta-feira até cerca de 14h. De acordo com a nota, naquele momento ele estava lúcido, orientado e sem sinais aparentes de comprometimento de suas condições físicas ou psíquicas.

A defesa afirma que só tomou conhecimento do incidente posteriormente, após a divulgação de uma nota atribuída à Polícia Federal que mencionava uma possível tentativa de autoextermínio, durante a tarde.

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